Encontro Nacional da Indústria discutirá competitividade

Brasília – Como a indústria e o governo devem atuar para aumentar a competitividade das empresas, estimular o crescimento econômico e ampliar a renda dos brasileiros? Essas e outras questões serão debatidas no 5º Encontro Nacional da Indústria, evento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizará nos dias 1º e 2 de dezembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Com o tema A Indústria pela Competitividade na Economia Brasileira, o encontro reunirá cerca de 2 mil líderes empresariais de todo o país. Eles consolidarão as propostas da indústria para a agenda nacional nos próximos quatro anos. As recomendações, que serão apresentadas ao governo e à sociedade, visam ao aumento da competitividade. “O sentido de urgência dessa agenda é impulsionado pelos problemas recentes de perda de competitividade da economia brasileira, em especial por conta da valorização do real”, explica o diretor executivo da CNI, Jose Augusto Fernandes.

Ele destaca que a agenda da competitividade envolve 12 grandes temas: segurança jurídica, macroeconomia, tributação e gasto público, financiamento, relações do trabalho, infraestrutura, educação, inovação, comércio exterior, meio ambiente, burocracia e micros e pequenas empresas. “Neste momento, há três áreas que exigem maior atenção da indústria: a primeira é o sistema tributário; a segunda, a infraestrutura e a logística, e, a terceira, a questão do financiamento”, diz Fernandes. “A taxa de juros tem um efeito importante sobre a atração do capital, valoriza o real e tem impacto sobre a competitividade”, complementa.

No documentoA Indústria e o Brasil – uma Agenda para Crescer Mais e Melhor, que orientará os debates do 5º Encontro da Indústria, a CNI lembra que carga tributária no país equivale a 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB), um peso que supera de longe o dos principais competidores internacionais. No México, a carga tributária representa 12% do PIB, na Índia, 18%, e na China, 23%.

O documento também mostra que o Brasil investe apenas 2% do PIB em infraestrutura, apesar de o governo federal ter elevado a disponibilidade de recursos entre 2007-2009. Isso representa um terço do que é investido pela China e o Chile e metade do aplicado pela Índia. De acordo com as avaliações da CNI, o Brasil ainda convive com sérios problemas na oferta de serviços em áreas como saneamento básico, gás natural, energia elétrica, navegação de cabotagem, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Os investimentos em infraestrutura serão tema de um painel no 5º Encontro Nacional da Indústria. Na avaliação da CNI, as obras previstas para a exploração do pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 colocam o Brasil diante de uma grande oportunidade para ampliar e modernizar estradas, portos, aeroportos. Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), essas e outras obras e mais o projeto de Belo Monte receberão cerca de R$ 274 bilhões em investimentos no período 2010-2013.

A programação do 5º Encontro da Indústria prevê também debates e palestras sobre competitividade no cenário global, guerra cambial, micro e pequenas empresas, formação de mão de obra, inovação, meio ambiente, educação profissional e relações de trabalho.

Realizado anualmente desde 2006, o Encontro Nacional da Indústria consolidou-se como a convenção anual do setor industrial. Em 2009, o evento reuniu, em Brasília, mais de 1,5 mil empresários e líderes sindicais da indústria, além de especialistas, parlamentares e ministros de estado.

Fonte: CNI

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