Vírus Zika chega ao Paraná

Infectologista explica os perigos da doença
Foi confirmado nesta semana pelo governo estadual o primeiro caso do vírus Zika no Paraná. A paciente de 48 anos mora em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Estado, apresentou sintomas em maio e passa bem.
De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, o vírus Zika é transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus. “É uma doença parecida com a dengue, inclusive nos sinais e nos sintomas”, revela o médico. Inicialmente, os casos assemelham-se a uma gripe, apresentando dor de cabeça, dor nas articulações, conjuntivite, dor de garganta, febre leve, irritação da pele, náuseas e dor muscular, com cura espontânea em 5 dias.
Rocha afirma que a melhor forma de se prevenir contra a febre Zika é combatendo os mosquitos Aedes, por meio de inseticidas, uso de repelentes, telas nas janelas e campanhas de prevenção.
O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947 em macacos Rhesus, em Uganda. É um arbovírus (vírus essencialmente transmitido por artrópodes, como os mosquitos) que tem o nome relacionado a uma floresta do local. Os primeiros casos em humanos ocorreram na Nigéria, em 1954. Em 2007 foram registrados casos de infecção em 75% da população das Ilhas Yap, na Micronésia. “É importante observar que os arbovírus têm uma taxa de mutação 300 vezes mais elevadas do que os outros tipos de vírus, podendo se desenvolver rapidamente”, alerta Rocha.
Em 2008, reapareceu entre pesquisadores no Senegal, sem sintomas graves. O vírus Zika voltou a ser observado na França em 2013, com 55 mil casos num período de 3 meses, sendo a primeira vez que o vírus foi registrado na Europa. Na França observaram-se casos clínicos mais graves associados à Síndrome de Guillain-Barré (quadro neurológico/ paralisia), além de outras complicações neurológicas como a encefalite, meningoencefalite, parestesia e paralisia facial.
No Brasil, existem registros desse vírus desde outubro de 2014, quando o Zika foi identificado em amostras de sangue de pacientes residentes em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia.
Fonte: Labfa

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