Utilização da capacidade de operação na construção é a menor em cinco anos

Pesquisa da CNI mostra que setor operou, em média, com 53% da capacidade em fevereiro. Atividade e emprego no setor caem em menor ritmo e empresários estão mais pessimistas

Construção civil - Foto -ABr

Arquivo/Agência Brasil

A indústria da construção operou, em média, com 53% da capacidade de operação em fevereiro. Esse foi o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. Além disso, o nível de atividade do setor se mantém muito abaixo do usual para o mês, com indicador em 28,8 pontos. As informações são da pesquisa Sondagem Indústria da Construção divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (23).

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O indicador varia de zero a cem pontos. Valores abaixo de 50 pontos sinalizam atividade abaixo do usual e, quanto menor o valor, mais distante do usual está a atividade. A atividade e o emprego na indústria da construção também continuam em queda, mas em um ritmo menor que em fevereiro de 2016.

O índice de nível de atividade atingiu 40,3 pontos no mês passado frente a 35,2 pontos em fevereiro de 2016. Já o indicador de número de empregados registrou 38,9 pontos ante 35,5 pontos no mesmo mês do ano passado. Valores abaixo dos 50 pontos indicam queda na atividade e no emprego e, quanto mais próximo dos 50 pontos, menor é a retração.

O cenário de fraca atividade e alta capacidade ociosa mantém os empresários pessimistas. Todos os indicadores de expectativas caíram em março, após duas altas consecutivas. O indicador de expectativa do nível de atividade diminuiu 1,2 ponto na passagem de fevereiro para março e atingiu 49,1 pontos neste mês. O índice de perspectivas para novos empreendimentos e serviços retraiu 0,5 ponto no período e registrou 47,5 pontos e o de compra de insumos e matérias-primas caiu 1,2 ponto e foi para 47,2 pontos em março. O indicador de número de empregados caiu 1 ponto e assinalou 46,1 pontos neste mês. Indicadores abaixo dos 50 pontos indicam expectativa de queda.

De acordo com a economista Flávia Ferraz, a indústria da construção costuma se recuperar de forma mais lenta que os demais setores, mesmo com diversos sinais positivos, como inflação sob controle, queda na taxa de juros e possibilidade de serem feitas reformas importantes, como a Tributária, a Previdenciária e a Trabalhista. “Isso se explica pois as operações da indústria da construção são de mais longo prazo”, destaca Flávia.

Os empresários também estão menos propensos a investir em março. O índice de intenção de investimentos continua bem abaixo da linha dos 50 pontos, em 26,6 pontos. O levantamento foi feito entre 2 e 14 de março com 567 empresas, das quais 177 pequenas, 260 médias e 130 de grande porte.

Por Maria José Rodrigues

Da Agência CNI de Notícias

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