Estado GRANDE Cidadão pequeno

Érico-Morbis_avatar_1479923126-50x50Ericoh Morbiz

Desde que ingressei no curso de Economia, na FAE, lá em 1968, nas primeiras aulas já me identifiquei com a liberdade das ações. Quando me deparei com o “laissez faire”, na história econômica, concluí que o exagero também não resolveria. Mas logo constatei que o tamanho do Estado, na Sociedade moderna, teria que ser  o menor possível.

E ao longo do tempo, não mudei de ideia.  Estudei, li, discuti e conheci muitas teorias. Afinal, era tempo de ditadura, não se tinha conhecimento da informação como hoje, enfim,  assisti  ao crescimento da figura do Estado em nosso País, de forma  brutal, ao ponto em que estamos hoje.

Foram tempos de direita, esquerda, guerra fria, nova revolução industrial e no final do século, a chegada do mundo digital, virtual, do dr. Google.

Junto, formação de família, educação de filhos, mundo acadêmico, trabalhador, passagem no poder público e finamente, micro empresário.

Hoje, penso igual: o nosso Estado é muito grande, gigantesco. Além do necessário. Infelizmente, nosso Brasil  transitou por mudanças políticas muito frequentes, radicais as vezes e isto contribuiu decisivamente para termos um momento único:  somos um País continental, rico, com um povo pobre e um Estado  incapaz de gerir uma simbiose eficaz.

O Estado é grande, muito grande. Seu cidadão é pequeno, bem pequeno!

Adquirimos um péssimo hábito de qualquer coisa que façamos, tem que ser a maior do mundo. Maior. A palavra melhor não comparece. O maior campeonato de futebol do mundo, a maior hidrelétrica do mundo, o maior estádio do mundo, o maior rio do mundo e por aí vai.

A transição célere de presidentes e seus partidos ou amontoado partidário, gerou uma sociedade instável.  Os extremos cresceram: os mais ricos ficaram maiores e os mais pobres se multiplicaram. Por isto, poucos bancos e muitos devedores. Poucos ricos e muita comunidade.

Basta ver como exemplo o sistema previdenciário. Uns, no topo da pirâmide laboral, aposentam-se com o mesmo salário: servidores públicos, das estatais, da justiça e claro, parlamentares. A maioria, no rigor das leis sucessivamente injustas: quem  se aposentou no final do século, hoje, percebe menos que a metade do que lá recebeu.

Por isto, tanto se fala em falência da previdência. Bobagem. Não está falida. Está constituída de forma errada e cada vez mais se estragou o que existia.  Como pensar que burocrata ou político fosse capaz de mudar o sistema contra si mesmo?

Cheguei a admirar a Sudene de Celso Furtado, lá na década de 50. O Banco do Brasil, sonho de carreira de qualquer jovem nos anos 60, 70 e 80. E a Petrobras, então?

Hoje,  mudaram-se alguns parâmetros, poucos, mas continuam a ser o  objetivo de futuro profissional. Qualquer concurso e vemos milhares de interessados. Como imaginar que vamos mudar isto se a função pública ou mista ainda tem este valor?!

Afinal, porquê o Estado, sim, o famigerado Estado, tem que ser dono da CEF, do BB, do conglomerado Petrobras, Eletrobras,  Itaipu,  CESF, Copel, BNDES, BRDE, Aeroportos, Portos, etc e  etc…

Vejo o Estado como sempre vi e gostaria que fosse: pequeno, eficaz, transparente e mutável a todo instante. Sem  medo de mudar, de inovar.

Nosso Brasil caminha na contramão deste ponto de vista.  Milhões ainda acreditam que ser socialista é chic. Ou liberal é contra o povo. Ambos estão falidos, mortos e enterrados. Menos aqui, na Venezuela, em Cuba e mais uns bananais por aí.

Em 2018, quem sabe! Escolheremos um novo Presidente da República. Há candidatos já instalados.  Com discursos de sempre. Mais intervenção pública, ocupando funções. Menos transparência, a começar pelas campanhas. Dinheiro público que sairá de algum lugar mais importante. Quem se importa? Fundobras para partidos e candidatos.

Hoje somos um país maluco. Ministro do STF era há pouco tempo, consultor partidário, militante político ou advogado de alguma bras. Juiz que cumpre a lei vira herói. Procurador que atua contra a corrupção quer ser político.  E todos eles se insubordinam contra os superiores e alguns destes últimos se postam a falar dos outros quando são vencidos ou ficam em  minoria.

Nossa democracia tenta se fortalecer em eleições com votos eletrônicos, digitais, com grande insegurança e insatisfação de quem vota. Aliás, única área em que a tecnologia avançou demais, foi além do que deveria. Bons tempos em que a gente tinha certeza de que votara num vencedor ou num perdedor. Hoje, a pesquisa de véspera já decidiu quem ganhará e a apuração virou competição de chegada dos tribunais regionais.

O Brasil é grande territorialmente, rico. Duzentos e dez  milhoes de pessoas, mais da metade mulheres. No entanto, precisa impor em lei que elas façam parte do parlamento ou da própria eleição.

Temos que deixar a Sociedade se ajustar, conciliar interesses, mesmo que a custa de sacrifícios grandes. Mesmo que por longo tempo.  Reduzir esta mão impiedosa do Estado. Exigir do poder público segurança, justiça, saúde básica de qualidade e boa gestão. Sim, boa gestão! O recurso público tem que ser gerenciado com qualidade, fiscalizar as ações privadas e garantir  o acesso legal e igual para todos. Impor a responsabilidade social!

Qualquer cidadão deveria escolher o que fazer, dentro do sistema legal e de forma bem responsável. Não punir quem queira ser empreendedor e nem oferecer tanta benesse a quem queira vender serviço, mão de obra. Deixar o mercado, a competição justa, legal, responsável e  transparente, oferecer soluções.

Que Deus ofereça candidatos que pensem assim em 2018. Senão……

Ericoh Morbiz

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