Futebol ex-negócio

Ericoh Morbiz

Como brasileiro, também sou  um especialista em futebol. Já joguei, já quis fazer meu filho um negócio e hoje ando desanimado. Afinal, um tal de Corintians no atual campeonato brasileiro tem 15 pontos na frente do meu time na classificação.

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Foto: Campeonato de Futebol ao Vivo

A pá de cal na sepultura do nosso futebol tem nome e sobrenome: 7 x 1 pra Alemanha na última copa do mundo, disputada  “lá no Brasil”.

No jogo anterior, um zagueiro levou segundo cartão amarelo depois dos 40 minutos do segundo tempo e o Neymar deu uma porrada com suas costas no joelho do adversário, aos 44 minutos. Foi testar sua força. Saiu da copa.

Coisas que permeiam teorias diversas. Seriam teorias?

Uma tal de CBF é presidida por um fugitivo da interpol. O executivo é ex deputado federal não reeleito.  O vice presidente é um octagenário nordestino. E tem outro vice, de uma família conhecida do Maranhão. Estado que tem nenhum time campeão brasileiro.

Já estamos classificados pra copa da Rússia. Quer dizer, o atual treinador está experimentando novos valores. Os goleiros são de times do exterior. Claro. Aqui não há bons goleiros.

E alguns craques tem nomes famosos, todo torcedor sabe de cor: Firmino, por exemplo.Craque.

Já fui de discutir futebol. Ver pênalti só pro meu time. Comprar camisa. Hoje, prefiro um bom filme, um programa de debate ou bom jornal.

E descobri que amigos, vizinhos e familiares fazem a mesma coisa.

E as manchetes esportivas, das rádios (teimosas!) passando por canais “alternativos” preferem os times que disputam o campeonato de cabeça pra baixo, entende? Do último lugar pra cima.

Exemplo: jogos do São Paulo batem recordes após recordes de público. Claro, ele é um dos 4 que teima em disputar a série B.

O time de maior torcida montou  o melhor plantel. Seus dirigentes ignoravam, não sabiam, que precisavam de técnico. Nunca tinham ido num jogo. Deu no que deu. Jogo do Flamengo só se for Copa Brasil.

Bem, humorismo não é a linha que quero mostrar.

Nem saudosismo. As 5 copas já é coisa do passado. A penúltima delas em disputa de pênaltis e a outra no apito amigo.

Tínhamos uma disputa tipicamente brasileira. Os times jogavam um campeonato infindo e depois faziam mata-mata, o último contra o primeiro. Advinhem: os últimos ganhavam.

Finalmente, copiamos os europeus, pontos corridos. Menos no calendário. Lá as estações são o contrário daqui. Então, quando começamos, eles já disputaram a metade. E aí, nossa primeira metade concorre nas transmissões com as decisões de lá.

Ou quando estamos finalizando aqui, as mudanças lá atraem nosso público. Jogo frances com Neymar é mais visto do que o Corintians perder a invencibilidade.

Tudo isto acontece por quê aqui no Brasil, futebol é negócio mas feito por amadores, empresários falidos, políticos profissionais ou decadentes.

O lanterna do campeonato espanhol, inglês, alemão  ou francês derrotar o líder é inimaginável. Aqui normal.

O Barcelona não resistiria a Xape.

A Juventus seria presa fácil dos orixás do Bahia!

Uma cota de patrocínio  na única rede de TV que mostra jogos em canal aberto é uma fábula. Mas poderia valer duas fábulas. Nem esta TV ajuda a criar mecanismos criativos.

O diferentge é copiar europeus. Jogos sábado a tarde, a noite, domingo cedo, a tarde, a noite e segunda feira.

E pontos corridos.

Será que não há massa cinzenta neste raio de mundo da bola que tanto nos escraviza emocionalmente?

Que tal o campeão de um turno disputar jogo único, em cidade prèviamente determinada no início do campeonato? Na metade, janela pra fazer o que quiser. Até time novo.

Juízes e auxiliares profissiojnais, bem preparados e com bons salários.

Tribunais compostos por ex futebolistas com auxílio de equipes técnicas e não de indicados políticos. Acho que este deputado que relatou pela cassação do Temer já foi até integrante de tribunal de futebol. O nome  não é estranho no meio. Bem, talvez seja deputado por isto.

Coisas tao simples, elementares, singelas, que ao citá-las fico envergonhado. Parece que sou um especialista. Que nada. Há décadas que falam nisto. Apenas rebusquei a história recente.

Como um torcedor do Mengo,  maior bando de torcedores do País, pode torcer por um garoto de 17 anos, que já mostra ser craque, se já não é mais do time. Vai  jogar no Real Madrid.

É bom a gente  já estar classificado pra Copa da Rússia? Claro que não. Tínhamos que estar vivendo  uma épica jornada em busca da vaga. Chegaríamos lá no clima.

Enfim, sou um dos milhões de torcedores enganados, que a cada dia me acostumo a ver a tabela de clubes depois do 10º. em diante. E ver jogos de times B, alternativos. O tal de Coríntians já é campeão. Entao, cada um tenta salvar o próximo ano, com alguma vaga em torneios mixulecos além fronteiras.

Hora de chamar o Procon: cobram ingresso ou PPV na TV, de jogo de time A e mostram time B. Defesa do consumidor urgente.

O Brasil conseguiu. Conseguimos. O maior campeonato do mundo, ex melhor,  agora é visto de baixo pra cima.  Jamais pensei em ler e entender de jogo da morte. Descenso.

Futebol era negócio. Pode voltar a se-lo. Bom negócio. Com profiças!

Hoje, só a CEF nega grana para micro empresário mas patrocina camisa de time B!

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