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(Fernando Frazão/Agência Brasil)

É muito, se falarmos de erros médicos. É pouco, se usado para mensurar curas  milagrosas.

É  muito ao citarmos gols olímpicos. É pouco se falarmos  de bolsas de estudos.

É pouco se falarmos de traficantes presos.  É muito se citarmos policiais militares assassinados neste ano no Rio de Janeiro.

Muito!

Frequentemente, todo dia em todos os noticiários, fala-se na morte de mais um policial militar assassinado no RJ.

Faltou pouco para criarem uma loteria se o 100º. seria homem? Mulher? Soldado? Oficial? Olhe, na terra do jogo do bicho, será que não houve?

Mil perdões às famílias, àqueles que como eu estamos chocados: banalizar um caso destes é demais. Mas como posso chamar a atenção para algumas e necessárias observações?

Fecharemos agosto, oitavo mês do ano, 245 dias, com 100 famílias chorando seu ente querido assassinado.

Quando criança, eu aprendi que o Rio de Janeiro era capital do Brasil. Soube que Getúlio Vargas cometeu suicídio no Palácio do Catete lá no Rio.

E hoje adoro ir lá, passear. Ver o Cristo, sempre me convidando para sua bênção. O Bondinho (ou Bondão?) indo e vindo no Pão de Açúcar.

Ver futevôlei, invenção carioca. Assistir jogos de vôlei de praia. Futebol de areia, coisa deles. Ah, o foguetório do último dia do ano. Passear. Sempre com o coração na boca!

Ninguém fala, mas sei que os chefes dos bandidos fizeram uma tabela de preços. Quem assassinar um soldado, ganha tanto. Sargento, mais. Oficial, dobra. Invenção carioca?

Podemos lembrar algumas coisas que concorreram para chegarmos a isto.

Antes, confesso que sempre  encontrei dificuldades para entender o carioca. Nelson Rodrigues constatou que no maraca eles vaiavam minuto de silêncio.

Lá na década de 80, voto manual mas com relatórios da Proconsult, estavam tirando a eleição de Governador do Brizola, que esperto, sabido, sacou e abortou na prorrogação. Culpando a Globo. E empossado, encarou 4 anos de ferrenha e dura oposição global. Buscou socorro nos porões: convidou banqueiros do bicho para café no Palácio, criou o sambódromo e deu ar empresarial ao desfile das escolas. Era pouco pro massacre global. Foi aos morros. Liberou geral. Acordos e acordos aconteceram para mútuos interesses.

Na sequência, governadores outros, favela era nome feio. Virou comunidade. Outra invenção carioca. Ultimamente, até o PT se rendeu e subir ao morro virou viagem de teleférico. No país com medalha de ouro em corrupção, o filho do Presidente do TCU empresariou o serviço sui generis! Inaugurado pela  Dilma entao “Presidenta”.

A cereja do bolo veio com Cabral. Nome de quem errou o caminho, casado e divorciado, morava com a mulher um próximo do outro. Assim, ele contratava o escritório da mulher não parente.

Deu no que deu!

Com este samba de crioulo doido (salve salve Stanislaw Ponte Preta!) ficou impossível se atentar para o crescimento  geométrico e negocial do tráfico. Armas moderníssimas, importadas legalmente, que derrubam helicópteros (menos  do Perrelacoca!), organograma de multinacional e faturamento de brás! Isento  de imposto. Mão de obra informal mas bem remunerada.

Enquanto isto, Cabral e Pezão (última invenção, não: penúltima! a última foi o Pastor alcaide) quebraram, arrombaram todos os cofres e não cofres cariocas. E levaram os policiais a ficarem sem salários, sem coletes, sem munição e com fácil acesso ante a corrupta estrutura,  aos nomes e fotos de servidores militares.

E daí, na tabela de preços!

Neste último final de semana, fiquei chocado com duas imagens próximas nas telas: familiares do centésimo assassinado choravam de dor e moradores de uma praia choravam pela filhote jubarte que encalhara na maré alta. No primeiro, choro e enterro. No segundo, choro e palmas a filhote que foi embora!

O País Brasil, seu Governo (temos?) e seu povo, precisam acordar e dar o devido valor a esta crescente guerra de um lado só: policiais militares assassinados no Rio de Janeiro!

Já. Urgente. Antes do 101º.

Ah, você não acreditou na tabela, né? Sabe, pesquisei e encontrei um relatório que mostra que dos 100 mortos, 80 estavam de folga!

Folga para morrer!

 Ericoh MorbizÉrico-Morbis_avatar_1479923126-50x50

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