Mundo: não é só a Coreia

Kim Jong Un e Donald Trump.jpg

Kim e Trump. Saul Loeb e Ed Jones / AFP

Está mais pra briga de rua, entre jovens de bairro, esta tola mas perigosa troca de chumbo entre o ditador da Coreia do Norte e o Presidente dos Estados Unidos.

Vulgar, estúpida, infantil e irresponsável. Dois bobões que precisam estar bem com seus cidadãos e na ausência de medidas internas que lhe tragam esse apoio, buscam na relação externa alvos que possam mascarar seu fracasso de dirigente.

O problema é que ambos estão com bom estoque de armas nucleares. Apertando um botão errado e todos nós podemos desaparecer ou ter sérios problemas.

Esta briguinha é apenas um retrato em 3 x 4 da nulidade da ONU. Serviu lá no final da segunda guerra. Hoje é caricato o papel da ONU. Fazem de conta que funcionam, gastam horrores e nada resolvem.

Já passamos por envolvimento de Secretário Geral  com corrupção, uma interminável disputa entre judeus e árabes, a mentirosa guerra do Iraque e por aí vai.

Dividiram o mundo em 5 grandes (Conselho de Segurança) e outros  de categoria inferior e tentam vender  um teatro pouco ensaiado.

O Mundo está atento na eleição de Angela Merkel, o crescimento da ala radical alemã e eles siquer integram o primeiro time da ONU.

Um órgão fracassado, que há muito deveria ter sido extinto. As negociações bilaterais e em blocos ocuparam o espaço entre as Nações.

Tudo se faz com interesses comerciais.

A internet, soberana e sem dono, mostra a todo momento as várias facetas de quem a domina.

Já  não aguentamos mais as mesmas fotos de um aprendiz de tirano com outro democraticamente eleito mas igualmente irresponsável.

Difícil querer julgar se o acesso ao armamento nuclear deve ser barrado a determinado país. O que podemos dizer se India e Paquistao tem artefato nuclear? Israel com a simpatia de eterno alvo árabe, agora o Irã e sabe-se lá quem mais está a caminho.

Os recentes furacões mostraram com muita clareza que as principais Nações tem ilhas em todo lugar. O Caribe é apenas um estratégico mosaico de interesses. Afinal, os americanos estão esparramados pelo mundo  todo e em qualquer lugar armam a barraca de guerra e dizendo-se defensor de aliado, aceitam brigar. Desde que longe de sua casa!

O mundo carece de lideranças fortes, verdadeiras. Não basta ser presidente de um País importante.

U Thant (na Onu),  Kenedy, Nixon, Fidel, Adenauer, Kruschev, De Gaulle fazem falta. Muita falta. Acho que a Teatcher colocaria  o Reino Unido nos trilhos.

Cito talvez a mais  importante líderança do momento, Papa Francisco e seu exército ou sua força é espiritual. Seu time angelical só pode testemunhar.

O líder chinês é o mais procurado e de lá hoje saem os principais fundos de investimentos, qualquer produto busca seu  bilionário centro de consumo. Se alguém não vai a China, a China vem até alguém. Ou ambos. O Brasil é o melhor exemplo. Não vai demorar e a língua chinesa será oficial no Mato Grosso e  Goiás.

A globalização veio e ficou.

Armamento nuclear é a moeda de troca na política internacional.

Pelo bem, pelo sim em algum momento surgirão lideranças que mostrarão o caminho certo. Se for necessário uma nova hecatombe e agora será muito maior do que as duas cidades japonesas, paciência. É o preço.

Quem sabe não venha de outro planeta a solução?

Não serão os marcianos que virão resolver nossas desavenças? Tomara…

 

*Ericoh Morbiz Érico-Morbis_avatar_1479923126-50x50

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