Ato em defesa dos investimentos da Petrobras no Paraná é realizado na Assembleia Legislativa

visão parcial da área industrial e prédios administrativos, com a cidade ao fundo.

Unidade de Industrialização do Xisto de São Mateus (SIX)

Um ato público em defesa dos investimentos da Petrobras no Paraná foi realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa na noite desta terça-feira (14), conforme proposição do deputado Tadeu Veneri (PT). A intenção, de acordo com o parlamentar, é alertar a população para os planos do governo federal de desativar a Usina de Xisto de São Mateus do Sul e vender a Araucária Nitrogenados, em Araucária – fatos que segundo ele teriam sérias consequências sociais e econômicas. “Além do desaparecimento dos empregos em Araucária e São Mateus do Sul, toda a região será afetada. Há um efeito em cadeia sobre a economia estadual”, destacou.

Ato público em defesa dos investimentos da Petrobras no Paraná. Foto: Pedro de Oliveira/Alep

Lideranças e representantes do movimento sindical prestigiaram o evento no Legislativo, entre elas o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel; o presidente do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-PR/SC), Mário Alberto Dal Zot; o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Petroquímica do Estado do Paraná, Gerson Castelano; a técnica de Manutenção Plena da Petrobras, Rosângela Maria; o membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, Robson Formica; e o membro do Coletivo Nacional da Plataforma Operária e Camponesa da Energia, João Antonio de Moraes.

São Mateus e Araucária – A Usina de São Mateus tem capacidade instalada para o processamento de 5.880 toneladas/dias de xisto pirobetuminoso, que geram óleo combustível, nafta, gás combustível, gás liquefeito e enxofre. Outros derivados são produtos que podem ser utilizados nas indústrias de asfalto, cimenteira, agrícola e de cerâmica. A unidade é responsável por mais de 50% do ICMS gerado em São Mateus do Sul.

A planta de Nitrogenados de Araucária começou a operar em 1982 e passou a integrar o portfólio de produção de fertilizantes da Petrobras, em junho de 2013. A unidade tem capacidade de produção anual de 700 mil toneladas de ureia e 475 mil toneladas de amônia, além de produzir o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32). A fábrica é vizinha da Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar. A previsão é de que junto com a planta do Mato Grosso do Sul, que está com as obras paralisadas por ordem judicial, as usinas poderiam produzir 80% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados.

Segundo Veneri, é necessária a ação política para garantir a manutenção do patrimônio da Petrobras. “Precisamos buscar, ainda este ano, soluções políticas que impeçam tanto a venda como o fechamento da Usina de São Mateus do Sul. Para o estado do Paraná é uma situação extremamente cruel porque inviabiliza o município de São Mateus do Sul, inviabiliza a produção de fertilizantes a um custo acessível para os pequenos e médios produtores e inviabiliza aquilo que para nós é fundamental, que é a construção de uma independência não só energética, mas também de segurança alimentar”. O presidente do Sindipetro-PR/SC, Mário Alberto Dal Zot, ainda quantifica as consequências da possível desativação da Usina de Xisto e da venda da Araucária Nitrogenados, estimando que poderíamos perder nada menos que cinco mil empregos diretos com as medidas.

Fonte: ALEP

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