Empresários são contra a derrama fiscal no Paraná

“CONTRA A DERRAMA FISCAL”
Marcos Domakoski

O Movimento Pró Paraná (MPP) vem a público para se colocar contra todo e qualquer aumento de impostos decretado , tanto pelo Governo Estadual como pela Prefeitura de Curitiba. Ontem, numa infeliz coincidência, foi o dia da derrama fiscal no Paraná, como bem definiu o deputado Ney Leprevost, PSD. Enquanto a Câmara Municipal aumentava o IPTU dos curitibanos, a Assembleia Legislativa aumentava o ICMS para micro e pequenas empresas enquadradas nas faixas superiores do Simples Nacional, com 36 votos favoráveis e 13 contrários.

Segundo o governo, que propôs o que definiu como “adequação” da lei estadual do Simples para os critérios vigentes na lei federal, as pequenas empresas de maior faturamento e obrigadas ao pagamento do imposto serão “beneficiadas” com uma “trava” de 25% sobre o valor que deveriam recolher. A Federação das Indústrias, FIEP, e a Federação das Associações Comerciais, FACIAP, se manifestaram contra o aumento e deixaram claro ao Governo Estadual que a sociedade paranaense e as classes produtoras não suportam mais a carga de impostos que recaem a cada ano e em volumes cada vez maiores.

Na Câmara de Curitiba, por 26 a 9, a votação em primeiro turno levada a efeito pela Câmara Municipal na sessão da manhã desta segunda-feira garantiu que os curitibanos pagarão IPTU mais caro a partir deste ano: 4% a mais para imóveis com edificação e 7% pra terrenos desocupados, sem contar a correção pela inflação.

Estamos vivendo no Paraná uma opção preferencial para solucionar os problemas pela crise brasileira através da cobrança de impostos. Essa premissa foi criticada pelo vereador Felipe Braga Cortes, PSD, e com razão. Segundo ele, é preciso que nossos gestores públicos busquem formas mais criativas e atualizadas para solucionar o problema de caixa. E é verdade: a cobrança de impostos é a medida mais antiga – e nem por isso menos cruel e incompreensível – a que os Governos recorrem quando se veem pressionados pelas dificuldades. E sem levar em conta que a crise de caixa não é oficial, de Estados e Municipios, mas atinge gravemente toda a sociedade.

A nossa população é a primeira a sentir os efeitos de uma crise através dos alimentos mais caros, moradia mais cara, escola, saúde, lazer, tudo faz parte de uma conta que quase sempre fecha no vermelho. Sabiamente, e porque conhece o valor do próprio dinheiro quando é ganho com trabalho duro, a população corta gastos.
Os Governos, ao contrário, não se importam em onerar ainda mais o bolso do contribuinte. E o fazem sem dó, enquanto mantém ativa uma máquina ineficiente, sem cortar uma despesa sequer, e na maioria das vezes, ainda aumentando os próprios gastos.

Essa é o verdadeiro descaso para com a população.

Por todos esses motivos, o MPP se manifesta publicamente contra os aumentos de impostos aprovados na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal. E apela a todas as nossas entidades representativas da sociedade civil que também se manifestem. Afinal, serão nossos associados, de todas as áreas e setores, que vão arcar com esses aumentos aprovados agora. E, mais ainda, porque sabemos que esses aumentos poderão ser reprisados indefinidamente. Ou sempre que o caixa dos governos apresentar novos déficits. A pergunta que devemos fazer é: até quando pagaremos, do nosso bolso, a ineficiência da maquina pública?

Fonte: Movimento Pró Paraná (MPP) – Marcos Domakoski

 

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