Indústria paranaense se recupera e movimenta R$ 93 bilhões

Resultado do setor representou 25,4% do PIB do Estado em 2017. Desempenho é o primeiro positivo após três anos de baixa por causa da recessão. Crescimento foi puxado pela indústria da transformação, que cresceu 4,4% em relação ao ano anterior. Os dados são do Ipardes.

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Foto: Rodolfo Buhrer

A indústria paranaense começou a se recuperar em 2017 e fechou o ano com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 92,8 bilhões – o que representou 25,4% das somas das riquezas geradas no Estado. O setor teve o primeiro resultado positivo em desde 2014, com um avanço de 1,8% sobre 2016. Os dados são do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

Embora o crescimento tenha sido pequeno, o resultado é comemorado pelo setor, que vem de três anos seguidos de baixa por causa da recessão. Em 2014 o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria paranaense despencou 7%. Em 2015 houve retração de 5,8% e em 2016 queda de 2,8%.

“A recuperação verificada no ano passado é muito importante porque se trata de um setor relevante para a economia estadual, que gera empregos de maior qualidade e é intensivo em mão de obra. O impacto social da indústria é grande”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor- presidente do Ipardes. O PIB da indústria calculado pelo Ipardes inclui o desempenho das indústrias da construção civil, extrativa e de transformação, além da produção de energia.

Transformação
Com a desaceleração da economia, a indústria colocou o pé no freio nos investimentos, cortou produção e empregos nos últimos anos. Em 2017, no entanto, voltou a aumentar a produção e a contratar.

“O movimento foi puxado pela indústria da transformação. O segmento voltou a colocar atenção no mercado externo, o que ampliou exportações, ao mesmo tempo que se beneficiou da retomada do consumo no Brasil”, explica Suzuki.

Quase o Dobro
No Paraná, a produção da indústria da transformação cresceu 4,4% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa um avanço de quase o dobro da brasileira, que fechou o ano com alta mais tímida, de 2,5%, na mesma base de comparação.

Das 13 áreas pesquisadas pelo IBGE, 10 tiveram aumento na produção. As maiores altas foram registradas na produção de máquinas e equipamentos e de veículos, que cresceram 33,6% e 16,4% respectivamente.

O setor de máquinas e equipamentos, especialmente na produção tratores e colheitadeiras, foi beneficiado pela boa safra agrícola. “Com a safra recorde e o bom resultado do agronegócio, o produtor, com mais dinheiro no bolso, investiu na compra de maquinário”, afirma o presidente do Ipardes.

As montadoras, por sua vez, retomaram o ritmo no chão de fábrica com a venda de automóveis principalmente para a Argentina e com a recuperação das vendas no mercado interno. Além da melhora do cenário de crédito, o lançamento de novos modelos ajudou a impulsionar a produção.

Emprego

O aumento da produção também fez a indústria voltar a contratar. No ano passado, o setor gerou um saldo positivo de 7.396 de empregos com carteira assinada no Estado. Foi o segundo maior saldo, só atrás do setor de serviços (7.752).

A previsão para 2018 é de consolidação da recuperação do setor, de acordo com Suzuki Júnior. “A indústria será um dos setores no Paraná que terá crescimento econômico nesse ano. Se em 2017 a safra recorde fez a agropecuária ser um dos principais motores da economia, em 2018 esse papel será da indústria e dos serviços”, diz Suzuki Júnior.

Municípios
Em alguns municípios do Paraná, a indústria é o principal motor da economia. Saudade do Iguaçu, na região Sudoeste, por exemplo, tem 86,4% do seu PIB atrelado ao setor industrial. A economia da cidade é fortemente influenciada pelas operações da usina de Salto Santiago, no Rio Iguaçu, que é uma das maiores do Sul do País.

Outro caso é Capitão Leônidas Marques, na região de Cascavel, que tem 74,4% da economia dependente da indústria. A cidade também é impactada pelas atividades da usina hidrelétrica de Baixo Iguaçu. Rio Branco do Sul, na região de Curitiba, conhecida pelos investimentos de fábricas de cimento, tem 61,7% do seu PIB proveniente da indústria.

Fonte: AENotícias

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