Setor de serviços é o responsável pelo maior número de contratações formais em fevereiro

Criação de empregos com carteira de trabalho cresceu na maioria das regiões e setores econômicos no mês passado

serviços

Foto: Ascom/ CNC

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relevam que o mercado de trabalho se recuperou e voltou a crescer. Em fevereiro, 61,1 mil vagas formais de emprego foram abertas no País. Esse valor é um resultado da diferença entre contratações e demissões ocorridas durante o mês. Ou seja, quando as admissões são maiores que os desligamentos, se tem a criação de vagas de emprego.

Os setores que mais geraram empregos em fevereiro

Dos oito setores pesquisados, cinco mostraram desempenho positivo em fevereiro, com destaque para o setor de serviços, que teve um saldo de 65,9 mil vagas abertas e preenchidas. Esse é um importante dado para medir a força do mercado de trabalho, já que o setor é um dos principais termômetros da economia.

Em seguida, a indústria de transformação apresentou 17,3 mil novas vagas formais em fevereiro, um aumento de 0,24% em relação ao mês anterior. Logo depois, vem os setores da administração pública (+9,5 mil postos), serviços industriais (+629 postos) e setor extrativista (+315 postos).

Regiões
Ao abrir o resultado por região, os dados mostram que a recuperação do mercado de trabalho está disseminada pelo território brasileiro. Das cinco regiões do País, quatro registraram números positivos no emprego, isto é, contrataram mais do que demitiram.

O melhor desempenho foi registrado no Sul, com o acréscimo de 37 mil postos de trabalho. Em seguida, o Sudeste teve um aumento de 35 mil vagas formais de emprego, o Centro-oeste, mais 14,4 mil vagas; e, por último, o Norte, com 638 vagas.

Modernização trabalhista
Uma das apostas para impulsionar o emprego nos próximos anos, a atualização das leis trabalhistas já começou a dar resultado, de acordo com o Caged. Em fevereiro, pouco mais de 2 mil vagas foram abertas no modelo intermitente – aqueles empregos não constantes, que pode haver períodos de muito trabalho e períodos sem muita atividade. A modernização deixa mais segura essa modalidade para patrões e empregados.

Na modalidade de contrato parcial, foram registradas a criação de 3 mil novas oportunidades de emprego. Esses contratos anteriormente não permitiam que o trabalhador fizesse hora extra, o que foi alterado na modernização trabalhista. Por fim, o home office começou a ser implementado com mais força no mercado. Embora menos comum que outras modalidades, esse contrato gerou um saldo positivo de 119 empregos, principalmente no setor de serviços e comércio.

Fonte: Governo do Brasil – Ministério do Trabalho

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