Como prevenir curtos-circuitos nas instalações elétricas

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Imagem: Onixsecurity/Lazaro Vergani

Durante a semana todo o país acompanhou a tragédia que assolou o centro de São Paulo – um edifício de 24 andares desabou após um grande incêndio na madrugada da terça-feira, 01/05. Um curto-circuito nas instalações elétricas de um apartamento do quinto andar é apontado como a causa do incêndio que rapidamente se alastrou. Cerca de uma hora depois do início das chamas o prédio desabou.

Um curto-circuito ocorre quando há uma passagem elevadíssima de corrente elétrica em um circuito que não esteja preparado para receber tal carga. Erros de dimensionamento e fios desencampados são os maiores provocadores de curtos-circuitos em ambientes residenciais, comerciais e industriais. Em imóveis mal conservados ou mal construídos, que possuem constante movimentação elétrica, o risco de ocorrer um curto-circuito é maior e o risco de incêndio é alto.

O gerente da Divisão de Distribuição da Companhia Campolarguense de Energia, Eduardo Krzyzanovski, explica que analisar a carga dos equipamentos que serão utilizados para dimensionar corretamente o tipo de instalação elétrica que deverá ser feita, contratar eletricistas habilitados e realizar manutenção periódica são as principais formas de evitar curtos-circuitos, evitar danos em equipamentos e prevenir acidentes. “Muitas instalações são realizadas de forma totalmente improvisada e não estão preparadas para suportar todos os equipamentos. As famílias não se dão conta do risco a que estão se expondo em suas próprias casas” – resume Krzyzanovski.

Dimensionar corretamente a carga:

Verificar a potência dos equipamentos que serão ligados no imóvel, calcular a carga total e em seguida solicitar que um eletricista capacitado ou engenheiro eletricista faça o projeto elétrico adequado é o primeiro passo para evitar problemas. Em imóveis antigos, é importante que seja realizada a adequação da instalação elétrica conforme a potência e a quantidade dos equipamentos aumentam. Krzyzanovski lembra que muitas casas mantém a mesma instalação elétrica de quando foram construídas há 10, 20, 30 anos, sem qualquer adequação aos novos equipamentos – “as casas foram preparadas para um chuveiro de 1200 W, uma geladeira pequena, uma televisão, algumas lâmpadas e hoje a potência do chuveiro e da geladeira é cinco vezes maior, o número de televisões e de lâmpadas aumentou, novos equipamentos foram adquiridos e a instalação elétrica continua a mesma”, completa.

Equipamentos de proteção:

Os disjuntores e fusíveis merecem destaque por possuir papel importante na detecção de falhas na corrente elétrica, funcionando basicamente como interruptores automáticos que evitam curtos-circuitos. Um disjuntor pode ser religado automaticamente. Porém, é importante lembrar que os fusíveis ficam inutilizáveis quando ocorre uma interrupção brusca e devem ser trocados imediatamente. Os disjuntores internos dos imóveis podem ser substituídos por um eletricista habilitado (com a chave geral desligada) e a substituição do disjuntor geral (que fica na mesma caixa do medidor de consumo) deve ser solicitada à Cocel (o disjuntor novo deve ser comprado pelo consumidor e estar no local para que os técnicos da Companhia efetuem a mudança).

Não ligar mais de um equipamento na mesma tomada:

O uso de “Ts” ou “benjamins” deve ser evitado. Até o mesmo o uso de adaptadores e extensões é desaconselhado, pois aumenta o risco de sobrecarga. Uma moradora do prédio que desabou em São Paulo relatou que o curto-circuito que deu início a tragédia ocorreu em uma tomada onde estavam ligados micro-ondas, televisão e geladeira.

Manutenção adequada:

Realizar vistorias periodicamente nas instalações elétricas para substituir equipamentos com defeitos, verificar e corrigir pontos de fuga de energia, sobre tensão ou fios sem isolamento correto. Esta rotina pode evitar acidentes e ainda prevenir o desperdício de energia devido às instalações inadequadas. O ideal é que este serviço seja realizado por profissional capacitado.

Ficar atento aos sinais:

Cheiro de queimado, tomadas com machas escuras, lâmpadas que queimam muito rápido, interrupção no fornecimento de energia em um ou mais cômodos sem motivo aparente, disjuntor desarmando, queima de fusíveis são algumas das situações que indicam problemas na instalação elétrica.

A técnica de segurança da Cocel, Mari Crusara Rossa, ressalta que estes cuidados são essenciais para a prevenção de acidentes. Além dos danos materiais, instalações elétricas inadequadas geram um alto risco de choques – que dependendo da intensidade podem ser fatais. “A correta instalação e o manuseio adequado das instalações e equipamentos elétricos são essenciais para prevenir acidentes e prevenir o desperdício de energia. Crianças devem receber atenção especial para evitar problemas e moradores de áreas propensas a alagamentos também”, alerta Rossa.

O ideal é que residências com crianças utilizem equipamentos de proteção nas tomadas (tampas próprias) e busquem tirar do alcance dos pequenos os cabos de eletrodomésticos. As tomadas devem ser instaladas em altura adequada para não terem qualquer contato com água. O disjuntor geral deve ser desligado se o imóvel for afetado por alagamento.

Fonte: Ascom/Cocel

 

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