Governo faz chamamento à participação dos empresários na Agenda 2030

Diretor da CNC Marco Aurélio Sprovieri disse que as empresas estão evoluindo, sensibilizadas pelo foco sustentável dos negócios. Crédito: Edgar Marra

O secretário Nacional de Articulação Social da Presidência da República, Henrique Villa Costa Ferreira, fez ontem um chamamento à participação dos empresários nas metas da Agenda 2030, plano de ação da Organização das Nações Unidas (ONU) com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “O papel da iniciativa privada é fundamental e está dentro da tendência mundial de priorizar a indústria de baixo carbono e por negócios sustentáveis”, alertou em palestra ontem (18/05) na 16ª reunião do Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio.

Para Ferreira, as empresas são parceiras vitais no alcance dos ODS. E citou palavras do ex-secretário Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon: “Elas podem contribuir através das suas atividades principais. Assim, devem avaliar seu impacto, estabelecer metas ambiciosas e comunicar seus resultados de forma transparente”. O diretor da CNC Marco Aurélio Sprovieri disse que as empresas estão evoluindo, sensibilizadas pelo foco sustentável dos negócios.

O secretário previu que, em no máximo cinco anos, a empresa que não estiver associada à Agenda 2030 terá dificuldade de fazer negócio. A iniciativa da ONU significa, a seu ver, mais do que compromisso do País, é oportunidade de convergência de políticas públicas para os governos, em todos os níveis, e a retomada do planejamento de longo prazo. “A Agenda é positiva, uma oportunidade para o Brasil, é o olhar para frente, é a conexão do global com um “local melhor” e, igualmente importante, oportunidade real para a consolidação da mudança da imagem do setor empresarial.”

Ao abrir a reunião, Wany Pasquarelli, chefe da Assessoria de Gestão das Representações, que coordena o GTT-MA, disse que a CNC é um alicerce para as empresas do setor comércio, por conta de sua credibilidade e suporte às iniciativas institucionais. “O Brasil ainda vive num cenário instável, tanto na economia quanto na política. Apesar disso, houve avanços sensíveis na questão ambiental e o GTT-MA tem sido protagonista entre os segmentos envolvidos com o tema.”

Acordos setoriais

O superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, falou sobre Acordo Setorial para Logística Reversa de Embalagens. Informou que, na primeira fase, entre 2012 e 2017, foram investidos pelo setor empresarial R$ 2,8 bilhões em triagem, Pontos de Entrega Voluntária (PEV) de resíduos, campanhas, novas tecnologias, aumento da capacidade instalada, treinamento e reciclagem.

Para a segunda fase do Acordo, que vai de 2018 a 2022, é proposta aumentar em 28% o recolhimento de resíduos, priorização das ações estruturantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os investimentos e as quantidades de embalagens recuperadas passarão a ser acompanhados anualmente pela Coalizão – iniciativa apoiada pela CNC em que 22 entidades, que reúnem milhares de empresas, se comprometem a ter um plano de gestão de resíduos sólidos dentro do contexto da logística reversa – para a verificação de cumprimento dos compromissos e metas.

Lâmpadas

O Acordo Setorial de Lâmpadas foi o tema de William Gutierrez, gerente de Operações da Reciclus, organização sem fins lucrativos que atua como entidade gestora do processo de coleta dos resíduos. Segundo ele, uma das principais dificuldades para implementar programa Reciclus é o fato de as grandes redes não abrirem pontos em grandes volumes.

Gutierrez explicou como as lojas podem participar: cedendo um espaço de 1m² no interior do estabelecimento para alocação do coletor. Lojas que não tiverem Pontos de Entrega Voluntária podem participar por meio de ações de divulgação do programa, educação e orientação ao consumidor, indicando, por exemplo os pontos mais próximos ou o site da Reciclus para localização dos endereços.

No primeiro ano de funcionamento, foram implementados mais de 500 pontos em estabelecimentos de todo País. No período, foram recolhidas 43 mil toneladas de lâmpadas.

Óleos lubrificantes

Bernardo Souto, advogado da Fecombustíveis, relatou o estágio da negociação do aditivo da logística reversa de Embalagens Plásticas Usadas de Óleos Lubrificantes.

Ele explicou como está o Programa Jogue Limpo, que contrata empresas operadoras logísticas, as quais são responsáveis pelo cadastramento de geradores, coleta e recebimento das embalagens e administração das centrais de armazenagem. Conforme Souto, 4.221 municípios em 16 estados foram atendidos até agora.

Há uma expansão prevista para a segunda e a terceira fase do Programa, que ampliará a base geográfica para atuar nas regiões Centro-Oeste e Norte e nos estados do Maranhão e Piauí. Da mesma forma, serão ampliados os segmentos atingidos para incluir oficinas, lojas de peças, troca de óleos, centros automotivos e supermercados, entre outros.

Outros participantes

Também fizeram palestra na reunião do GTT-MA Ronald Thomé, sócio proprietário da Energia Pura, empresa fornecedora de equipamentos movidos à energia solar; Cristiane Cortez, da Fecomércio-SP, que falou sobre a Plataforma para acompanhamento dos sistemas de logística reversa; Fernanda Ramos Ramos, da Assessoria de Comunicação da CNC, e Mário Saladini, do Departamento Nacional do Sesc, que detalharam o novo modelo de implantação conjunta do Programa Ecos de Sustentabilidade, que vem sendo implantado gradativamente em todo o País.

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