A DEMANDA DE ENERGIA NO SETOR DE PAPEL E CELULOSE

Rui Gerson Brandt – Presidente do Sinpacel

A energia é um dos insumos mais importantes da indústria de papel e celulose, tanto é que, muitas delas investiram ao longo do tempo na geração própria, seja por meio de
hidroelétricas ou uso de biomassas.

É um elemento determinante para a competitividade, principalmente para os menores fabricantes que não tem escala para a diluição do custo desse insumo.

Por esse motivo, as indústrias no Paraná, cujas origens foram à atividade madeireira, depois a produção de pasta mecânica, se localizaram as margens de rios, a fim de produzirem a própria energia, em tempos que ainda não havia a interligação com a
geradora pública, ou por falta de rede para distribuir ou mesmo por indisponibilidade
de energia.

Com o passar dos anos, o aumento da oferta de energia e da rede de distribuição alcançaram todos os recantos do Paraná, porém, a política centralizada e conduzida pela
ANEEL, regulando toda a cadeia da energia, trouxe e continua trazendo o incômodo das tarifas elevadas que colocaram em xeque diversas plantas industriais do setor.

Com o surgimento do Mercado Livre, renovaram-se as expectativas de que os preços estabelecidos a partir do movimento de oferta e de demanda se estabeleçam em patamares aceitáveis para a continuidade dos negócios, cabendo aos consumidores
avaliarem a migração do ambiente cativo para o livre.

Também é importante destacar a regulamentação da chamada “Geração Distribuída”, em especial a alcançada a partir do uso da energia solar que pode significar, a partir da redução dos preços e do financiamento das instalações, a redução dos custos para os fabricantes de embalagens e artefatos de papel.

E, em paralelo à questão do fornecimento, surge a necessidade de se buscar iniciativas que visem o melhor uso da energia, como programas de eficiência e conservação não só sob a ótica econômica, mas também sustentável, lançando os olhos para o futuro.

Nesse cenário abrangente e complexo, o SINPACEL, como entidade representativa setorial, participa no Conselho dos Consumidores da COPEL, representando o setor industrial do Paraná, no Conselho Temático de Energia da FIEP e contribuiu na elaboração da Rota Estratégica de Energia do Paraná elaborada pela Federação
das Indústrias do Paraná.

Assim, considerando a importância do insumo, a representatividade e participação
do Sindicato em vários ambientes e movimentos que tratam do tema energia no Paraná e no Brasil, é estratégica a contribuição das empresas do setor no processo de aperfeiçoamento dos mecanismos que influenciam nas decisões pertinentes.

Por Rui Gerson Brandt – Presidente do Sinpacel

Fonte: Sinpacel

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