Assistência fortalece floricultura no Oeste e Noroeste do Estado

O Valor Bruto de Produção (VBP) da atividade nas duas regiões, em 2017, foi de R$ 75,5 milhões – o montante representa 55% do total registrado em todo o Estado, segundo o Deral. A produção de flores paranaense está entre as cinco principais do país.

O Oeste e o Noroeste do Paraná são conhecidos pela forte participação na produção de grãos no Estado, mas outra atividade agrícola tem ganhado destaque: a floricultura. O Valor Bruto de Produção (VBP) da atividade nas duas regiões, em 2017, foi de R$ 75,5 milhões ? o montante representa 55% do total registrado em todo o Estado, segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral).  -  Foto: Divulgação

O Oeste e o Noroeste do Paraná são conhecidos pela forte participação na produção de grãos no Estado, mas outra atividade agrícola tem ganhado destaque: a floricultura. O Valor Bruto de Produção (VBP) da atividade nas duas regiões, em 2017, foi de R$ 75,5 milhões – o montante representa 55% do total registrado em todo o Estado, segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral).

As principais cidades produtoras são Cascavel, Marialva, Peabiru, Maripá, Campo Mourão e Uniflor, que juntas detém um VBP de R$ 51,6 milhões. “A produção paranaense está entre as cinco principais do país. A diferença daqui para os outros estados é que o produtor participa do início ao fim do processo. Ele planta, colhe e negocia as flores, não há intermediador”, explicou o extensionista da Emater Ailton Poppi.

Em Marialva, já são 30 produtores que se dedicam ao cultivo de flores e plantas ornamentais e de forração com o apoio do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Somente na produção de rosas são 12 pequenos agricultores, tornando a cidade a segunda maior produtora dessa flor do Estado, atrás apenas de Cascavel.

A área produtiva de rosas na cidade chega a seis hectares no cultivo de campo e a 10 mil metros quadrados no sistema protegido em estufas. A cada mil metros quadrados é possível plantar cinco mil mudas e colher 250 dúzias de rosas por semana.

De acordo com o Poppi, a Emater em parceria com pesquisadores da Uningá – Centro Universitário, está desenvolvendo uma rede de apoio aos produtores para promover a ainda mais floricultura na região. Desde 2012, são ofertados aos produtores viagens técnicas a outros estados, cursos de capacitação e palestras com especialistas.

O agricultor Claudinei Zanin trocou o cultivo de uva pelas rosas, em 2011. Com o apoio técnico da Emater ele e a mulher mantém o roseiral de 4,2 mil pés e vendem em média 600 dúzias por mês. “Escolhi as flores porque, diferente da uva que tem duas colheitas por ano, as rosas colho e vendo praticamente todos os dias. O dinheiro gira mais rápido. Foi uma boa escolha”, contou.

As rosas do Claudinei são brancas, amarelas, vermelhas e cor-de-rosa e abastecem floriculturas e empresas de decoração de Maringá e região. As que mais saem são as brancas e a data que mais vende é o Dia das Mães. “No verão também tem grande procura e no Dia dos Namorados as vermelhas são mais vendidas”, disse.

EM TODAS AS REGIÕES – As flores podem ser alternativa de cultivo para produtores de todas as regiões, afirma o extensionista da Emater. Elas requerem pouca área e como a variedade de espécies é grande há opções para todos os climas e solos. “As plantas podem ser produzidas em qualquer região do Estado, desde que o produtor leve em consideração as características de cada espécie, como o solo que precisam, o clima e a altitude em relação ao nível do mar”, explicou.

“O setor tem crescido ao longo dos anos e pelas perspectivas da economia é difícil apresentar uma retração significativa. Tem boa possibilidade de crescimento”, destacou o economista rural Carlos Hugo Winckler Godinho.

Fonte: AEN

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