Uma visão sobre a tese do Direito do Trabalho para a nova equipe de governo se interessar

O Futuro dos Sindicatos e do Direito Coletivo do Trabalho no Governo Bolsonaro

https://morozcomunicacao.com.br/2018/11/16/o-futuro-dos-sindicatos-e-do-direito-coletivo-do-trabalho-no-governo-bolsonaro/

Pena que o autor parece nunca tenha sido dirigente sindical! Como é fácil falar. Ou escrever. E o fez bem. Acho o melhor artigo ultimamente. Em tese, não há o que discordar. No entanto, parece que ninguém apresenta um plano de transição, uma estratégia que ao longo de um mandato presidencial, fosse ou seria a transição, monitorada e estimulada, bastante educativa, transparente,  para que a mudança trouxesse os benefícios previstos.

O fim de um status, o zeramento de tudo, jogam todos os atores, sejam laborais ou patronais, ao anarquismo de negociações, zelo do cumprimento de normas, etc. Não se deve privilegiar um lado do mundo do emprego: assim fazendo, o patronal irá se reoganizar mais rapidamente. E isso não é bom pra ninguém! E também se deve respeitar os mais de 50 anos de CLT. Com defeitos e ajustes, muita coisa brasileira se tornou diferente e avançada. Onde existe fgts? 13º? VR? VT? Já leram uma CCT? Mais de 4 ou 5 páginas.

Pouco muda ou será menos ou mais atraente ter ou não um Ministério do Trabalho. Abraçá-lo seria e deveria ter acontecido pelos quase 8 mil funcionários, quando a quadrilha que assumiu lá detonou os bons princípios. Roubou. Felizmente, alguns presos e processos em andamento. Agora, é visível a ideia de garantir a sinecura. A internet, processos digitalizados, regionais azeitadas e com autonomia, darão muito mais agilidade e transparência.

Pessoalmente, acho que a “taxa de administração” (bilhões a cada ano!) retida em favor das Confederações e Federações Patronais, não pode ficar exclusivamente para essas Entidades,que patrocinam equipes de esporte, grandes campanhas publicitárias,”mesadas” aos dirigentes, construções desnecessárias de sedes caríssimas e pouco ou quase nada de treinamento gratuito, principalmente aos desempregados. Mas o que reputo pior: nem um centavo aos seus sindicatos filiados, que estão a exemplo dos laborais, sem a Contribuição Sindical, num grande suicídio sindical  nacional!

Ericoh Mórbiz / Curitiba – ex dirigente sindical patronal

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