Campanha do Dezembro Laranja alerta para a importância da prevenção do câncer de pele

A sessão plenária desta segunda-feira (3) destacou a campanha do Dezembro Laranja, com apresentação da médica Flavia Trevisan. Foto: Pedro de Oliveira/Alep

Os cuidados com a prevenção do câncer de pele e a maior atenção das pessoas para os perigos da exposição excessiva ao sol, principalmente neste período de verão, foram algumas das orientações apresentadas pela médica e representante da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Flávia Trevisan, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, nesta segunda-feira (3).

A manifestação da profissional faz parte da campanha do Dezembro Laranja, instituído pela Lei nº 18.829/2016, conforme projeto de autoria do deputado Anibelli Neto (MDB), dedicado a ações preventivas e de diagnóstico precoce do câncer de pele. Segundo a médica dermatologista, a visibilidade dada ao assunto, a partir da abertura das discussões do tema no Legislativo, já vem ajudando no aumento de diagnósticos precoces e na prevenção da doença. “Este espaço aberto na Assembleia Legislativa para falarmos sobre o tema e a existência da lei ajudaram em muito na prevenção. Temos evoluído muito nos cuidados e na prevenção, mas os números ainda são preocupantes”, afirmou.

Levantamento apresentado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), apresentado pela médica, aponta a previsão de 165 mil casos detectados de câncer de pele entre 2018 e 2019 no Brasil. Em 2014 foram quase 200 mil casos. A alta exposição ao sol, a falta de utilização de produtos bloqueadores de raios ultravioletas, o histórico familiar da doença, além da maior vulnerabilidade de pessoas com a pele clara, são alguns dos fatores de risco existentes.

Diante disso, ela destaca a necessidade de maior informação e conscientização da população. “O câncer de pele representa um quarto de todos os demais outros tipos de câncer. Por isso é preciso que as pessoas se cuidem, se informam e levem a sério a questão. Medidas simples, como a utilização de filtro solar, de vestimentas e de proteção, como um chapéu ou boné, ajudam a reduzir a incidência, além da busca periódica por um profissional médico”, reforça.

O alto custo para o diagnóstico e tratamento da doença, pelo Brasil, também foram mencionados pela profissional, chegando a R$ 280 milhões num prazo de sete anos. Ela acredita ainda que a orientação às crianças e jovens, desde a escola, seria outra medida de extrema relevância. “Poderiam incluir este assunto na grade escolar. Por exemplo, antes da aula de Educação Física, por exemplo, seria importante a orientação dos alunos para a oportuna utilização de filtro solar ou de um boné”, pondera.

Informação – Recentemente o deputado Anibelli Neto propôs uma alteração na lei que instituiu o Dezembro Laranja, prevendo também a veiculação de campanhas publicitárias educativas em todo Paraná, a serem apresentadas antes da exibição de filmes nos cinemas. O parlamentar comemora a diminuição dos casos de câncer de pele, embora acredite que o assunto não deva ser esquecido, muito pelo contrário, em razão da sensível melhora nos dados.

“Fico feliz que estejamos ajudando a população neste que é um dos principais tipos de câncer, ao qual as pessoas muitas vezes não dão importância. Pela capilaridade da Assembleia Legislativa, pelo debate aqui proposto e pela legislação em vigor, estamos vendo que as pessoas estão mais atentas ao assunto e buscando a orientação profissional, pois a consciência, em termos de saúde, ajuda em muito a prevenir”.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Alep

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