Endividamento e inadimplência recuam em novembro

Peic  mostra que indicadores tiveram queda tanto na comparação com outubro de 20

Peic mostra que indicadores tiveram queda tanto na comparação com outubro de 2018 quanto com o mesmo período do ano passado. Crédito: Ascom/CNC

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que a proporção de famílias com dívidas no cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial e carnê de loja, entre outros, caiu para 60,3% em novembro deste ano, comparada com os 60,7% observados em outubro. Também houve redução de 1,9 ponto percentual em relação a novembro de 2017 (62,2%).

A inadimplência também apresentou queda em ambas as bases de comparação. Dentre as famílias entrevistadas, 22,9% relataram possuir dívidas ou contas em atraso em novembro de 2018, em comparação com as 23,5% em outubro deste ano e 25,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O mesmo comportamento foi observado entre as famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes: uma queda dos 9,9% em outubro para 9,5% do total em novembro de 2018. O indicador havia alcançado 10,1% em novembro de 2017.

“A queda na inadimplência vem acompanhando um patamar menor de endividamento e a redução do comprometimento da renda das famílias destinada ao pagamento de dívidas. As taxas de juros em níveis mais baixos também constituem um fator favorável a esse resultado. As famílias brasileiras se mostraram mais otimistas em relação à sua capacidade de pagamento”, diz a economista da CNC Marianne Hanson.

Mais uma vez o cartão de crédito é apontado como principal tipo de dívida por 77,4% das famílias entrevistadas. Em seguida, vêm os carnês (14,8%) e, em terceiro lugar, o financiamento de carro (10,2%).

Nível de endividamento

A proporção das famílias que se declararam muito endividadas registrou leve queda em relação a outubro, passando de 12,9% para 12,8% do total de entrevistadas. Na comparação anual, a queda foi de 1,8 ponto percentual. Comparando novembro de 2017 com novembro de 2018, a parcela que declarou estar mais ou menos endividada passou de 23,0% para 23,2%, e a parcela pouco endividada passou de 24,6% para 24,3% do total de famílias.

Prazo de endividamento

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,6 dias em novembro de 2018, acima dos 64,2 no mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 6,9 meses, sendo que 31,6% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 19,8% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

Desde janeiro de 2010, a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

 

Fonte: Ascom/CNC
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