Operação da Polícia Federal prende prefeito de Mauá

policia_federal_generica_1

Agência Brasil

A investigação da Polícia Federal na prefeitura de Mauá, deflagrada hoje (13), recebeu o nome de Trato Feito que demonstrou que há esquema criminoso na prefeitura de Mauá e que, segundo os policiais, era liderado pelo prefeito Átila Jacomussi (PSB), que movimentava R$ 500 mil por mês. De acordo com a Polícia Federal, entre 10% e 20% dos valores de cada contrato fechado com a prefeitura era destinado ao pagamento de propinas.

Os contratos envolviam aluguel de veículos oficiais, reforma de parques, serviços de limpeza e sinalização viária na cidade, envolvendo o pagamento de propina a 22 dos 23 vereadores da cidade, comprados em troca de apoio político. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos vereadores, mas informou que seriam os que votaram contra os dois processos de impeachment do prefeito.

A investigação é um desdobramento da Operação Prato Feito, que investigava o desvio de recursos públicos em diversas cidades na merenda escolar.

Segundo a Polícia federal, que não divulgou os nomes das pessoas que foram presas hoje, dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos, além de 54 mandados de busca e apreensão.

Além das prisões e mandados de busca, dois agentes públicos foram afastados, um contrato com suspeita de fraude foi suspenso e nove empresas foram proibidas judicialmente de contratar com a administração pública.

A operação apontou que as nove empresas pagavam vantagens ilícitas para os agentes públicos e políticos para compra de apoio na Câmara Municipal de Mauá, obtendo contratos superfaturados.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitações e corrupção ativa e passiva. As penas vão de um a 12 anos de prisão.

Defesa do prefeito diz que vai recorrer

Por meio de nota, o advogado Daniel Leon Bialski, que defende o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, informou que vai recorrer.

“Este novo e arbitrário decreto de prisão nada mais faz do que requentar fatos que já eram conhecidos e tinham motivado o decreto anterior, que foi revogado pela Suprema Corte. Como o prefeito não descumpriu qualquer das medidas impostas, a defesa irá apresentar reclamação perante o Supremo Tribunal Federal porque essa decisão afronta e desafia a autoridade da medida antes concedida. Não é admissível dar uma nova roupagem para fatos pretéritos e conhecidos para se renovar o pedido de prisão.”

A nota acrescenta que “a medida, além de ilegal, não possui lastro empírico e nem idônea motivação. Causa maior espanto quando se verifica que o próprio Ministério Público Federal contestou a competência jurisdicional da Justiça Federal para examinar a causa. Infelizmente, este é um triste sintoma do momento policialesco em que vivemos. Todavia, a defesa irá em todas as instâncias e graus combater essa arbitrariedade, buscando restabelecer a liberdade do prefeito”, finaliza.

Fonte: Agência Brasil

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s