Governo concede Rodovia de Integração do Sul à iniciativa privada

BR será duplicada integralmente e receberá investimentos de R$ 7,8 bilhões em 30 anos

Intervenções vão aumentar capacidade da rodovia e devem gerar dois mil empregos diretos nos próximos dois anos – Foto: Arquivo/Agência Brasil

O governo federal assinou na sexta-feira (11) o contrato de concessão da Rodovia de Integração do Sul (RIS) com o Grupo CCR, vencedor do leilão realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em novembro do ano passado. A cerimônia ocorrerá no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS).  

As operações do consórcio devem começar em até 30 dias. Todos os 473,4 km da rodovia serão duplicados e 78,8 km ganharão faixas adicionais, para aumentar a capacidade da estrada. Para alcançar a meta, a CCR terá que fazer investimentos da ordem de R$ 7,8 bilhões no período de 30 anos. Além disso, ela deverá arcar com os custos operacionais estimados em R$ 5,6 bilhões, referentes à conservação, à operação e ao monitoramento do trecho concedido.   

Essas intervenções na rodovia devem gerar dois mil empregos diretos nos próximos dois anos. “A concessão da RIS vai trazer mais desenvolvimento para os 32 municípios atendidos, mais investimentos e uma melhoria na qualidade do serviço ofertado à população do estado”, avalia o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. 

Pedágios 

A CCR será responsável pelos seguintes trechos: BR-101/RS, entre a divisa SC/RS até o entroncamento com a BR-290 (Osório); BR-290/RS, no entroncamento com a BR-101 (Osório) até o km 98,1; BR-386, desde o entroncamento com a BR-285/377 (Passo Fundo) até o entroncamento com a BR-470/116 (Canoas); e BR-448, do entroncamento com a BR-116/RS-118 até o entroncamento com a BR-290/116 (Porto Alegre). 

Ao todo, serão sete praças de pedágio distribuídas entre as BRs 101, 290 e 386. O valor da Tarifa Básica de Pedágio ofertada foi de R$ 4,30, 40,5% menor do que a tarifa-teto estipulada pelo governo, que foi de R$ 7,24, ambas com referência na data-base de julho de 2018.  

Na BR-290, duas praças de pedágio começam a realizar a cobrança na segunda semana de fevereiro. As demais, da BR-101 e BR-386, entram em funcionamento em até 12 meses após a data de início da administração pela operadora.  

A concessionária ainda deverá criar sete postos de atendimento aos usuários, distribuídos ao longo de toda a rodovia. Serão 10 ambulâncias, quatro UTIs móveis, 13 guinchos leves, quatro guinchos pesados, três caminhões-pipa, sete veículos de inspeção de trânsito, entre outros, disponíveis aos usuários. 

PPI

Responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, defendeu o modelo para impulsionar o desenvolvimento econômico e de infraestrutura do País. “Esse modelo de parceria oferece para a iniciativa privada a possibilidade de investimentos em projetos até então públicos, com total garantia de qualidade técnica e segurança jurídica para que possa administrá-la em longo prazo”, afirmou. 

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Infraestrutura 

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