Resultado primário do Governo Central de setembro é o melhor desde 2015

Déficit primário do mês passado foi de R$ 20,4 bilhões, 11,5% menor que o de setembro de 2018

Quarta, 30 de Outubro de 2019 Resultado do Tesouro Nacional (RTN)
Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Ministério da Economia

déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) foi de R$ 20,4 bilhões em setembro. É o melhor resultado para o mês obtido desde 2015. O número também representa redução de R$ 2,6 bilhões em relação ao déficit primário registrado em setembro do ano passado, que foi de R$ 23 bilhões. Todos esses valores são nominais, ou seja, não corrigidos pela inflação. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30/10) pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia.

No acumulado entre janeiro e setembro, o déficit primário alcançou R$ 72,5 bilhões. Também é o melhor resultado para igual período registrado desde 2015 e R$ 9,3 bilhões menor que o déficit de R$ 81,7 bilhões registrado nos primeiros nove meses do ano passado.

“Dado que estamos com déficit, ninguém pode ficar alegre. Mas o resultado mostra que estamos melhor que em igual período do ano passado”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, em entrevista coletiva.

Considerando o período de 12 meses encerrado em setembro, o resultado primário do Governo Central foi deficitário em R$ 111,8 bilhões, o que representa 1,57% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta de resultado primário do Governo Central para 2019 é de déficit de R$ 139 bilhões, ou seja, 1,94% do PIB.

Mansueto  destacou que o resultado primário acumulado em 12 meses é menor que a meta a ser cumprida em 2019. “Estamos com resultado muito abaixo da meta de primário do ano: cerca de R$ 128 bilhões, melhor que a meta do primário para o ano”, explicou. O secretário do Tesouro advertiu, entretanto, que isso não representa espaço para aumentar gastos. Explicou que novembro e dezembro são meses com maior impacto para o governo, considerando as despesas. “Mas, por diversos motivos, acreditamos que o resultado primário do ano vai ficar muito melhor que a meta”, ressaltou.

Setores

Em setembro, as contas do Tesouro ficaram superavitárias em R$ 13,2 bilhões, enquanto as contas do Banco Central foram deficitárias em R$ 95 milhões. Já a Previdência Social registrou resultado negativo de R$ 33,5 bilhões.

No acumulado de janeiro a setembro, o Tesouro apresentou resultado positivo de R$ 93,2 bilhões. Já as contas do Banco Central ficaram negativas em R$381 milhões e as da Previdência Social em R$ 165,2 bilhões.

O Tesouro Nacional projeta insuficiência de R$ 159,4 bilhões para o cumprimento da regra de ouro em 2020. Para alcançar esse resultado, a projeção leva em conta os recursos que serão arrecadados com o leilão da cessão onerosa e pagamentos antecipados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outras medidas.

Previdência

O Tesouro apresentou também estimativas sobre a evolução dos números da Previdência de civis e servidores públicos, pensões e inativos militares. O total do déficit do desses segmentos é de R$ 303,3 bilhões nas contas do Governo Central, no período de 12 meses encerrado em setembro. Projeta-se que, ao final de 2019, o déficit seja de R$ 313,9 bilhões, o que equivale a 4,4% do PIB.

“O que puxa o resultado deficitário do Governo Central, desde 2011, é a despesa previdenciária”, ressaltou Mansueto Almeida. Diante de tal cenário de alto desequilíbrio, o secretário do Tesouro destacou a importância da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 06, da Nova Previdência, que vai gerar economia de mais de R$ 800 bilhões em dez anos. “Ações de combate a fraudes e outras medidas, ainda não incorporadas aos nossos modelos, podem elevar a economia acima dos R$ 800 bilhões”, declarou.

Futuro

Diante dos recentes resultados das contas públicas, Mansueto Almeida afirmou que o Brasil deverá voltar a apresentar superávit primário a partir de 2022, dentro de um ciclo de recuperação do crescimento econômico. “O Brasil tem tudo para fazer um ajuste fiscal muito mais rápido do que a gente pensava”, disse.  O secretário destacou, ainda, que entre os emergentes, o Brasil tem a agenda mais reformista e que isso está fazendo que os investidores estrangeiros comecem a olhar a para o Brasil “com olhos diferentes”, em uma retomada de confiança para novos projetos.

Fonte: Ministério da Economia

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