Presidente Bolsonaro e Ministro Paulo Guedes levam ao STF preocupações do empresariado com a pandemia

Em visita ao presidente da Corte, Dias Toffoli, ministro da Economia afirmou que o setor vê risco da produção se desorganizar

Presidente Bolsonaro e Ministro Guedes se reúnem com presidente do STF, Dias Toffoli, nesta quinta (7/5). Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, acompanhados de representantes do empresariado com os quais estiveram reunidos no Palácio do Planalto – visitaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (7/5). Foram recebidos pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, a quem levaram as preocupações manifestadas ao Executivo pelo empresários sobre o quadro atual da atividade e as perspectivas para a economia brasileira diante dos desafios trazidos pela pandemia do novo coronavírus.

Na saída, em conversa com jornalistas, o ministro Paulo Guedes enfatizou a importância do alerta exposto por eles. “A informação dos empresários é de que, embora preservados os sinais de vida da indústria e do comércio brasileiros, estamos indo para a UTI [Unidade de Terapia Intensiva] do ponto de vista de organização e de engrenagem produtiva”, anunciou Guedes.

Segundo o ministro, assim que os representantes da indústria comunicaram isso, o presidente decidiu compartilhar a informação com o STF. O presidente Bolsonaro disse, de acordo como o ministro, que se trata de um trabalho que precisa ser realizado em conjunto e que é importante que todos vejam que – embora o governo tenha preservado as camadas sociais mais vulneráveis e os sinais de vida da economia brasileira – os empresários estão alertando para o perigo de começar a desorganização da economia. “O alerta que eles deram é muito importante: de que daqui a 30 dias pode ser que comece a faltar nas prateleiras e a se desorganizar a produção brasileira, e você entrar em um sistema não só de colapso econômico, mas de desorganização social”, afirmou Guedes.

Funcionalismo

O ministro Paulo Guedes disse ainda que pedirá ao presidente que vete a possibilidade de reajuste nos salários do funcionalismo público no projeto de lei sobre o auxílio financeiro federal a estados e municípios. “Num momento como este, em que a população brasileira está correndo o risco de perder o emprego, alguns inclusive perdendo a vida, renovo meu pedido de contribuição do funcionalismo público”, afirmou o ministro Paulo Guedes. “São dois anos sem aumento. Só isso que nós pedimos. Eles têm estabilidade no emprego, têm salários acima da iniciativa privada. Com dois anos sem aumento estamos falando de R$ 130 bilhões, que poderiam ser usados em outras atividades. Poderiam ser usados para preservar vidas ou estender programas sociais”, enfatizou Guedes. 

Ao classificar o momento vivido pelo país como “dramático”, o ministro acrescentou: “O Congresso aprovou coisas muito importantes, como a descentralização de recursos para estados e municípios, mas não fechou a porta para esses aumentos. Estou sugerindo ao presidente da República que vete e permita que essa contribuição do funcionalismo seja dada, para o bem de todos nós e para o bem deles, perante a opinião pública brasileira”. “Se ele pedir, assim será feito”, disse, ao seu lado, o presidente Jair Bolsonaro. 

Fonte: Ministério da Economia

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