Hora de ajudar as empresas é agora, diz presidente da CNI, em entrevista à TV Brasil

Robson Braga de Andrade defendeu atuação estratégica para impedir fechamento de empresas e impedir o agravamento da situação econômica do país

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“O momento de salvar as empresas é agora. Se esperar até chegarem a um estágio terminal, será sem volta. Isso vai desencadear o agravamento da situação, com mais desemprego, diminuição de impostos pagos”, afirmou.   

Andrade explicou que a paralisação do comércio e dos serviços tem consequências imediatas sobre a indústria, que tem nos setores seus principais clientes. “A pandemia também afetou as exportações. Não tem como produzir, sem capital de giro, não tem como se sustentar”, afirmou Andrade. “As empresas precisam de capital de giro e financiamento, mas há  muita dificuldade. Pode, sim, ter empresas que não vão sobreviver”, avaliou. 

Entre os principais problemas enfrentados pela indústria, Andrade citou ainda o aumento da inadimplência, a queda na demanda e nos estoques e a dificuldade de importação de insumos.  

A CNI tem apresentado ao Governo Federal uma série de medidas para amortecer o impacto da pandemia na economia. De acordo com o presidente da CNI, as sugestões têm sido bem recebidas e muitas se tornaram medidas de crise.  

No entanto, Andrade pediu uma coordenação para que o país possa planejar a retomada. “Por meio das Federações de Indústrias, temos apresentado as mesmas medidas aos governos estaduais. Mas temos visto medidas muito  diferentes sendo tomadas. O que falta é um planejamento desse retorno e das pessoas saberem que ele será implantado no momento possível”, observou.   

Padrão de consumo vai mudar

Robson Braga de Andrade também falou sobre a mudança no comportamento dos consumidores. Pesquisa recente da CNI mostra que 3 em cada 4 brasileiros reduziram o consumo e pretendem manter o nível mais baixo mesmo quando a pandemia passar. 

“A percepção mudou. Hoje, as compras estão concentradas em alimentos, saúde, vestuário e calçados. a forma de entretenimento mudou. Tudo isso pode gerar diferentes impactos para os setores industriais”, disse. 

Atuação do SENAI no combate à pandemia é destaque 

Por fim, o presidente da CNI destacou o trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que colocou sua estrutura de inovação e tecnologia a serviço do combate ao coronavírus. 

Ele destacou a criação do túnel de desinfecção, pelo SENAI da Bahia, que aumentará a segurança para profissionais de saúde. Também citou o projeto que está sendo financiado pelo Edital de Inovação para a Indústria para a produção de um spray que é capaz de desinfectar superfícies por mais tempo. Segundo ele, o SENAI já investiu mais de R$ 60 milhões na produção de máscaras, equipamentos de proteção individual e tecnologias de combate ao vírus.

“Com isso, demonstramos como o SENAI e o SESI trabalham pela saúde dos brasileiros”, arrematou.

Fonte: Ariadne Sakkis/Agência CNI de Notícias

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