Colégio Sesi passa por ampla reformulação no Paraná

Diante da repercussão gerada pela possibilidade de encerramento das atividades de algumas unidades do Colégio Sesi no Paraná, o Sistema Fiep esclarece que a medida, ainda em análise, faz parte de um amplo processo de reformulação da instituição de ensino para o ano que vem.

A entidade explica que a Lei nº 13.415/2017, que introduz o novo Ensino Médio no país a partir de 2021, amplia a carga horária dessa etapa educacional e potencializa a integração do ensino regular com a formação técnica. “Essa obrigação legal nos traz grandes oportunidades, vindo ao encontro da missão de Sesi e Senai, que é qualificar profissionais para a indústria”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro. “Como a razão da existência do Sistema Fiep é prestar serviços que agreguem valor à indústria, foi formulada uma nova proposta de ação para o Colégio Sesi no Paraná, que trará um currículo muito mais direcionando para a formação dos alunos de acordo com as reais necessidades do setor industrial”, acrescenta.

O Sistema Fiep ressalta que, com o aumento de qualidade que essa mudança exigirá, verificou-se que algumas unidades de menor porte e que possuem altos custos operacionais não teriam a sustentabilidade necessária para seguir em atividade a partir de 2021. Cumprindo uma exigência legal, a descontinuidade dessas escolas precisou ser comunicada oficialmente à Secretaria de Estado da Educação até 31 de julho. Posteriormente, para que pudessem se planejar, gerentes, colaboradores e pais de alunos dessas unidades também foram comunicados, ressaltando-se que o serviço será preservado até o fim de 2020. A entidade destaca, ainda, que essas unidades respondem por apenas 19,4% do total de alunos do Colégio Sesi em todo o Paraná.

“Porém, pela qualidade e diferenciação do ensino que o Colégio Sesi sempre ofertou no Paraná, tal notícia gerou grande mobilização da sociedade na tentativa de encontrar alternativas para a preservação dessas unidades que atualmente têm custos operacionais inadequados”, afirma Carlos Valter. “Vemos com bons olhos essa movimentação e, diante disso, estamos buscando, caso a caso, junto com as comunidades que estão nos procurando, soluções de sustentabilidade para a continuidade dessas unidades”, esclarece o presidente do Sistema Fiep.

Fonte: Agência FIEP de Notícias

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