Brasília – Em reunião com a presidenta eleita Dilma Rousseff, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, sugeriu que o futuro governo aproveite e estenda para todos os estados a experiência adquirida pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC).
“Se olharmos o trabalho feito pelo MBC, que trabalhou praticamente em dez estados, há melhorias importantes. Nós precisamos ver onde, eventualmente, pode-se aproveitar essa experiência”, disse Gerdau ontem (2), ao deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – onde está instalado o grupo de transição. “Conversamos sobre gestão e [em especial] sobre o que o MBC fez nos últimos anos em termos de aprimoramento de tecnologias de gestão. Vim trocar algumas ideias sobre esse tema”, disse.
Criado em 2001, o MBC é uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) que visa a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, por meio do aumento da competitividade do país. Para isso, a entidade disponibiliza conceitos e ferramentas, além de mobilizar lideranças públicas e privadas em municípios e estados, para disseminarem conhecimentos relacionados à questão da competitividade, enquanto ferramenta de desenvolvimento do país.
“A base é montar um tipo de mecanismo que já existe no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], e estender isso a toda uma estratégia de governo. No fundo é criar mecanismos de aprimoramento de gestão dentro de obras de educação, saúde… enfim, todas as áreas. Algumas delas já trabalham bem, mas tem outras que têm de aprimorar”, disse. “O mundo de hoje exige aprimoramento de tudo todos os dias”, completou. Gerdau negou que tenha sido convidado a ocupar qualquer cargo no governo.
Ontem (1º), Gerdau participou do 5º Encontro Nacional da Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, onde discutiu, com empresários, medidas necessárias para aumentar a competitividade brasileira. O encontro contou com a participação dos presidentes da CNI, Robson Braga de Andrade, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.
Fonte: Agência Brasil