Com a demanda por informações em alta e um quadro de funcionários enxuto, o presidente Ardisson Naim Akel diz que a Junta tem buscado alternativas para manter a qualidade do atendimento enquanto são buscadas soluções para os gargalos. “Brinco que estamos trocando o pneu com o carro andando, porque o trabalho da Junta Comercial é dinâmico e não pode parar”, avalia.
O Sebrae está encarregado de elaborar um diagnóstico dos métodos e procedimentos utilizados pela Junta Comercial, enquanto a Celepar trabalha para agilizar a digitalização de todos os documentos. “Pretendemos ampliar o processo de informatização e catalogação de documentos e registros desde a abertura da primeira empresa depois da emancipação do Paraná”, informa Akel, lembrando que a digitalização dos dados vai preservar a qualidade do registro da documentação. “A Junta Comercial é um acervo vivo da história do Paraná”, afirma.
A experiência de outros estados no processo de informatização de suas juntas comerciais também servirá como referência. Estão adiantadas conversas com Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, para troca de informações.
INFORMAÇÃO – Embora a Junta Comercial disponha de vários níveis de informação sobre as empresas paranaenses, falta detalhamento de dados fundamentais para o governo acompanhar o desenvolvimento do Estado nessa área. “Faltam mecanismos para o cruzamento de informações que permitam certos cortes estatísticos. Embora conheçamos os números de empresas da indústria da confecção, por exemplo, não temos de pronto a informação sobre quantas estão ativas ou paradas”, explica Akel.
SEGURANÇA – A ampla oferta de dados sobre as empresas paranaenses é fator fundamental também para aumentar a segurança nas transações comerciais e ajudar a Polícia Civil a combater fraudes. Foi com esse objetivo que a Junta Comercial passou a permitir a consulta online de dados das empresas cadastradas em seu banco de dados.
Além disso, Akel negocia com a Polícia Civil uma forma de dar acesso, no site da Junta, a informações sobre perdas, extravios e furtos de documentos, como carteira de identidade e CPF, contribuindo para evitar o uso fraudulento por estelionatários para a abertura de empresas irregulares, explica Akel.
“É importante que, antes de celebrar um contrato, adquirir cotas, fazer sociedade, a pessoa consulte a Junta Comercial, garantindo a segurança da operação”, recomenda Akel.
