São Paulo – A indústria paulista gerou 16.500 empregos no último mês de março, uma alta de 0,65% sobre fevereiro, mas não vem atuando com o mesmo ímpeto de anos anteriores. Esse efeito aparece quando se considera o dado livre de efeitos sazonais, que indicou queda de 0,19% no mês, segundo os números divulgados nesta quinta-feira, 14 de abril, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
Na avaliação do diretor de Economia da FIESP, Paulo Francini, o emprego no setor de transformação não mostra o desempenho de outros anos, o que havia sido indicado pelo Sensor FIESP. A última apuração do indicador, em março, que mede a expectativa do empresariado no mês corrente, mostrava pontuação abaixo do que é considerado o ponto neutro (47 pontos). “O Sensor nos avisava que o emprego, na sua evolução, não ia bem. E o resultado apurado em março confirmou essa expectativa”, disse Francini.
“Não é nenhuma tragédia nem motivo para euforia. O fato é que o emprego está mais aquietado, andando de lado assim como a indústria de transformação”, definiu. A indústria paulista criou 50.500 vagas no ano, 2% sobre o mesmo período de 2010.
CENÁRIO – Segundo Francini, o cenário é instável porque as situações adversas continuam presentes, principalmente a taxa de câmbio, com o dólar abaixo de R$ 1,60. Para ele, isso dificulta a manutenção da estrutura industrial, que “vai se esburacando”. “O setor está um tanto acuado pela produção importada. E não temos perspectiva de grandes mudanças que possam alterar essa condição no curto prazo”, avaliou.
Fonte: CNI