Infectologista do Frischmann Aisengart/DASA alerta: a adesão à vacinação e os cuidados neste ano devem continuar
A campanha de vacinação contra a gripe de 2011 do governo estadual começa nesta segunda-feira (25/04). Neste ano os públicos cobertos pela campanha, que vai até o dia 13 de maio, serão somente gestantes, crianças de seis meses a dois anos, profissionais de saúde, idosos e população indígena
Para conscientizar a população da importância de prevenir a doença, as redes de saúde pública e privada se unem na campanha de vacinação contra a gripe. Segundo Jaime Rocha, infectologista do Frischmann Aisengart/DASA, laboratório que está oferecendo a vacina desde o dia 03 de março, a população neste ano não parece estar ciente dos riscos ainda existentes desta doença. “Diferentemente do que muitos estão pensando, o H1N1 não ficou menos agressivo, houve apenas uma redução significativa na população suscetível”, afirma.
Rocha lembra que quem se vacinou no ano passado deve se vacinar novamente neste ano. Esta indicação se deve, principalmente, a três fatores. Somente as pessoas que tiveram confirmadamente a doença adquiriram imunidade permanente, imunidade esta que é específica para a cepa que infectou a pessoa. “Portanto, mesmo estas pessoas continuam suscetíveis às outras cepas”, reforça. Em segundo lugar, nenhuma vacina é perfeita e 100% efetiva. “De forma bastante simplista, pode-se dizer que a eficácia média da vacina em adultos é algo em torno de 80%”, diz. Outro motivo é que os níveis de anticorpos protetores desencadeados pela vacina tendem a se reduzir gradualmente com o tempo, fazendo com que mesmo pessoas que responderam adequadamente à vacina venham a perder esta imunidade.
Rocha argumenta que o vírus não está morto e que não podemos nos deixar enganar pelo falso momento de tranquilidade. “Devemos, sim, aproveitar a ocasião para rever todas as medidas de higiene e de hábitos saudáveis que aprendemos por ocasião da pandemia, além de tomar a vacina. Por outro lado, também não é hora de pânico como vivenciamos nos últimos dois anos”, fala.
Sobre a vacina
A vacina é composta por cepas do vírus H1N1 pandêmico e outros dois tipos que circulam no hemisfério Sul, um “A” e um “B”. A vacina só não é indicada para pessoas com alergia comprovada à proteína do ovo e menores de 6 meses, já que a produção é a partir de embriões de galinha. A vacinação tem efeitos protetores depois de dez dias. As reações mais comuns, que atingem entre 10% e 20% dos vacinados, são dor no local da aplicação. Os sintomas desaparecem espontaneamente entre 24 e 72 horas após receber a dose.
Fonte:Frischmann Aisengart/DASA
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