Foto: Orlando Kissner/AENotícias
A expectativa é retirar mais de 40.000 metros estéreos de material lenhoso da região. Para limpar a área uma empresa foi contratada para retirar e vender. Toda operação é acompanhada e fiscalizada pelo IAP, que faz a medição do produto retirado e emite as guias que autorizam o transporte da madeira na região.
Parte do valor arrecadado é revertida ao Provopar, que montou um programa para investir os recursos obtidos nessa operação para ajudar as famílias atingidas pela catástrofe. “A vantagem desse modelo de convênio é a inteligência administrativa do Estado, que não irá gastar com o trabalho de retirada da madeira e ainda transforma um fato negativo em processo positivo com uma renda para dar apoio à comunidade local”, afirma Reis.
MONITORAMENTO — Paralelamente, o governo do Estado continua fazendo o monitoramento do solo em vários pontos do Litoral do Paraná. A Mineropar contratou uma empresa especializada, que está preparando um mapeamento geológico e geotécnico da Porção Leste da Serra do Mar do Paraná e deve emitir um laudo de avaliação dos riscos de toda a área de 1.800 quilômetros quadrados que compreende a bacia do rio Jacareí, que banha o Distrito de Floresta.
Com base na avaliação dos trechos onde ocorreram deslizamentos, corridas de detritos e inundações, imagens de satélite e outras ferramentas, será feito um laudo classificando os níveis de risco de cada área, para as medidas necessárias em relação à ocupação da região.
Os trabalhos ainda não são conclusivos até agora, mas mostram que há uma recorrência de fenômenos do gênero naquela região da bacia do rio Jacareí, com grandes concentrações de chuva em períodos de tempo bastante variáveis, que são capazes de provocar grandes acidentes.
De acordo com o chefe da Defesa Civil do Paraná, major Antonio Hiller, a preocupação é a criação de um sistema de monitoramento e alerta da população, em relação à quantidade de chuvas, para que possam ser adotadas providências preventivas, de forma a minimizar os impactos de eventos climáticos desse porte.
“O estudo vai prever as áreas que podem ser afetadas, determinando o risco de novas ocorrências em outras áreas. Essa base técnica permite tomar as medidas de governo necessárias nas áreas que devem ser monitoradas, onde precisa ser desabitado ou não e onde a convivência com algum risco pode ser tolerada”, afirma Hiller.