Pedro Nadaf falou na abertura da reunião do GTT-MA
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) trará muitos benefícios ao País, ao meio ambiente e ao mercado de trabalho, mas os responsáveis por colocá-la em prática – empresários da indústria e do comércio e poderes públicos estaduais e municipais – consideram os prazos exíguos. Esse foi um temas mais discutidos na 3ª Reunião do Grupo Técnico de Trabalho Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada nesta quarta-feira (27/10), no SESC Pantanal.
Preocupa a todos a determinação de acordos setoriais de logística reversa – que gerencia e operacionaliza o retorno às origens de bens após venda e consumo, com o objetivo de recuperar valor ou descarte adequado – de cinco setores até o final deste ano, a apresentação de planos de gestão de estados e municípios até agosto de 2012 e a eliminação de todos os lixões até 2014.
Falando na abertura, o diretor secretário da CNC, Pedro Nadaf, disse que o GTT-MA tem um papel importantíssimo no processo da reversão dos produtos utilizados pela atividade empresarial, “além de criar uma consciência empresarial da necessidade de eliminarmos cada vez mais os resíduos sólidos que agridem o meio ambiente e a sociedade”. Ele destacou a participação de representantes de secretarias e órgãos ligados ao meio ambiente de vários estados para transmitir experiências bem-sucedidas.
Única representante do governo federal, Mirtes Boralli, técnica da Gerência de Resíduos Sólidos do Ministério do Meio Ambiente, foi muito questionada pelos participantes. Ela minimizou a questão dos prazos. “As pessoas ficam ansiosas, mas não se pode esquecer que se trata de algo muito complexo. Desde a regulamentação da lei 12.305, da PNRS, em dezembro de 2010, até hoje, muita coisa foi feita e outras tantas serão concluídas neste primeiro ano. Mas ninguém pode cobrar falta de pró-atividade de todos os ministérios envolvidos com a logística reversa”, sustentou.
Muitas contribuições ao tema foram agregadas a partir das palestras de técnicos e especialistas de vários estados. Representantes do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Minas Gerais trouxeram à reunião os resultados de experiências bem-sucedidas na área de coleta seletiva e inclusão social.
Já o advogado Bernardo Souto, da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), e o diretor de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee), André Saraiva, falaram sobre logística reversa nos seus setores.
Fonte: CNC/ Foto: Divulgação