Consumo de produtos importados atinge nível de 23,4% no 3º tri de 2011

Fiesp divulga dados sobre o comportamento das exportações e importações no terceiro trimestre do ano

A participação de mercadorias importadas no consumo brasileiro aumentou 0,5 ponto percentual e chegou a um patamar de 23,4% no terceiro trimestre de 2011, de acordo com os Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp, divulgados nesta quinta-feira (10). Isso indica a persistente falta de fôlego da indústria para escoar sua produção no mercado local. As exportações também registraram alta no período.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o nível de participação dos importados no consumo doméstico era de 22,7%, inferior em 0,7 ponto percentual.
Este movimento mostra que os importados, embora cresçam agora em menor ritmo dado o arrefecimento da economia, continuam se expandindo em ritmo superior em relação à produção industrial destinada ao mercado interno no Brasil e ao consumo aparente – que neste trimestre apresentou retração de 0,3% em relação ao mesmo período de 2010.

Já a participação das exportações sobre o total da produção industrial brasileira registrou elevação tanto para indústria geral quanto para a de transformação. A primeira (que compreende a indústria extrativa) expandiu-se de forma mais significativa em relação ao terceiro trimestre de 2010, com alta de 1,0%, enquanto a elevação da indústria de transformação foi de apenas 0,6%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2010, o crescimento das exportações da indústria geral foi de 5,3%; a produção, por sua vez, aumentou apenas 0,1%. Em resumo, os dados do CEI mostram que a produção industrial para o mercado externo tem avançado, mas estagnado ou até recuado quando direcionadas ao mercado interno do país.

Setores

Dos 33 setores analisados pela Fiesp, 16 apresentaram alta em seu coeficiente de exportação, com destaque para indústrias extrativas, tratores e máquinas para agricultura, e máquinas para fins industriais e comerciais, que, neste terceiro trimestre, tiveram alta de 10%, 5,9% e 4,9%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O estudo também mostrou que a participação dos importados no consumo aparente cresceu em 29 setores. As principais alta aconteceram nos setores de tratores e máquinas e equipamentos para agricultura (9%), metalurgia de metais não-ferrosos (4,6%), produtos diversos (3,9%) e artigos do vestuário (3,7%).

Os setores que apresentaram maior queda no coeficiente de importação foram siderurgia (3,6%) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar (2,1%).

Fonte: Agência Indusnet Fiesp