Brasília – Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o segmento de micro, pequenas e médias empresas foram os que mais cresceram (8%) no período entre setembro/2010 e setembro/2011, chegando a R$ 36,190 milhões. De janeiro a setembro deste ano, os desembolsos via Cartão BNDES atingiram 5,2 bilhões. Crescimento de 79% em comparação com o mesmo período de 2010. Hoje, o Cartão é utilizado em 4.732 municípios, com 85% de cobertura no território nacional.
Os números foram apresentados pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante a abertura da 5ª Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais (APLs), quando ele falou sobre a contribuição do banco para o desenvolvimento de uma nova política de APLs – formados, em sua maioria, por empresas de pequeno porte. Para ele, os APLs são um novo instrumento de política de desenvolvimento que devem ser pensados como ferramenta para promover a inclusão social, com geração de emprego e renda, e cujas políticas de promoção devem representar os rebatimentos locais e regionais dos planos e prioridades de desenvolvimento nacional.
Em sua avaliação, uma nova política nacional de Arranjos Produtivos Locais ainda deve considerar estratégias de desenvolvimento local e políticas de entornos que evite degradação socioambiental. Entre os desafios apresentados para esse resultado, está a necessidade de políticas para adensamento dos sistemas produtivos e inovativos, como definido no Plano Brasil Maior, e de políticas de desenvolvimento com equidade social e regional, com “ampliação da qualidade da provisão dos serviços públicos essenciais através do apoio a APLs de alimentação, saúde, educação, habitação, cultura e outros priorizados no Plano Brasil sem Miséria”.
Apoio a APLs
Ao falar sobre as ações do BNDES, que beneficiam os APLs, Coutinho destacou a estratégia de atuação do banco para o desenvolvimento local e regional, a atuação no entorno de projetos e os financiamentos aos desenvolvimento integrado dos estados. Outros pontos abordados foram o apoio a APLs de baixa renda para inclusão produtiva, apoio aos estados para redução das desigualdades e geração de trabalho e renda através do financiamento a projetos de investimentos coletivos de cooperativas. A prioridade, nesses casos, são as áreas mais carentes e como exemplo de ações desse tipo podem ser citadas: regularização fundiária, saneamento, distribuição de energia elétrica, formação e qualificação de trabalhadores, fortalecimento institucional, além de mobilização de arranjos produtivos e inovativos.
Segundo o presidente do BNDES, os Arranjos Produtivos foram rapidamente adotados nas políticas brasileiras, tornando-se prioridade do governo federal, nos principais planos de desenvolvimento, desde 2003, até 2011, com o Plano Brasil Maior e o Plano Brasil sem Miséria. Ele ainda lembrou a criação do Grupo de Trabalho Permanente para APLs, criado em 2004 com a participação de 33 organizações públicas e privadas, sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que resultaram em ações regionais, como a criação dos Núcleos Estaduais de Apoio a APLs. “A cultura dos Arranjos Produtivos Locais enraizou no Brasil. Todos os estados têm APLs identificados”, destacou.
Estudo BNDES
Estudo financiado com recursos do FEP/BNDES, com a participação de mais de 200 pesquisadores brasileiros, mapeou e avaliou as políticas para APLs em 22 estados brasileiros. O levantamento tem o objetivo de contribuir para o “aperfeiçoamento das políticas para APLs e para o desenvolvimento produtivo e inovativo nos processos de planejamento públicos e privados” e pode ser acessado pelo sitehttp://www.politicaapls.redesist.ie.ufrj.br/ .
Conheça o site da 5ª Conferência Brasileira de APLs.
Crédito da foto: Robson Rattis
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC