Número de exames realizados pelo sexo feminino em relação ao masculino é ainda maior na fase adulta e na terceira idade
Um estudo realizado pelo Laboratório Frischmann Aisengart revelou que as mulheres realizam mais exames, principalmente na idade adulta, do que os homens. Em termos gerais, no ano passado 63% dos exames realizados no Laboratório foram feitos por mulheres e 37% por homens. Segundo Mauro Scharf, diretor médico do Laboratório Frischmann Aisengart, os principais motivos que fazem as mulheres procurarem mais os médicos e realizar mais exames são a importância da prevenção do câncer de mama, o acompanhamento da idade reprodutiva e da menopausa, e os cuidados com doenças coronárias e problemas hormonais.
Porém, a pesquisa também revelou que a proporção de homens e mulheres que realizam exames não é sempre desigual. Segundo o estudo, até os nove anos de idade, principal período em que as crianças dependem dos pais para cuidar da saúde, meninos e meninas passam por testes em quantidades iguais.
A partir dos 10, até os 19 anos, o estudo constatou o início do aumento, ainda discreto, de exames realizados pelo sexo feminino. Nesse período, a relação é de 1,3 testes em mulheres para cada 1 exame em homens. Após os 20, até os 40 anos de idade, inicia-se uma projeção acentuada. Nessa fase, para cada teste realizado no sexo masculino, de 2,5 a 2,8 são efetuados em mulheres. “Depois dos 40 anos a diferença entre os sexos permanece em constante crescimento”, comenta Scharf.
Segundo as informações da pesquisa, depois dos 70 anos de idade a disparidade é ainda maior. “Especialistas acreditam que o aumento de testes em mulheres se amplia na terceira idade devido à sobrevida do sexo feminino que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é maior que a do sexo masculino nessa faixa etária”, afirma o diretor.
De acordo com Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelado no final de maio de 2011, a população está envelhecendo em todo o País e isso pode ser atribuído ao acesso das pessoas à informação. Muita gente, principalmente as mulheres, vem se preocupando em cuidar mais da saúde. No Censo de 2000, os idosos eram menos numerosos: 99,4 mil.
O que o novo levantamento constatou é que se mantém é a tendência das mulheres viverem mais. Na contagem do ano passado, totalizaram 86,6 mil, enquanto os homens somaram 56,3 mil. Quando se considera a população brasileira como um todo, o Censo 2010 revelou que a quantidade de idosos está em crescimento. Em 2000, eram 4,3% dos habitantes. Em 2010, chegaram a 5,8% dos brasileiros.”A expectativa de vida tem uma população maior de mulheres, porque elas se cuidam mais, do que homens acima de 80 anos”, finaliza Scharf.
Fonte: Assessoria de Imprensa Frischmann Aisengart