O perigo dos suplementos de vitaminas e de minerais

Endocrinologista alerta sobre a importância da avaliação antes do início de uso

Os suplementos de vitaminas e de minerais estão associados com o aumento do risco de morte nas mulheres. Foi o que apontou uma pesquisa feita por médicos da University of Eastern Finland, com 38.772 pacientes do estado norte-americano de Iowa, com idade entre 55 a 69 anos. As mulheres foram acompanhadas durante até 22 anos no uso dos suplementos de vitaminas e de minerais. O estudo, publicado no Archives of Internal Medicine, incluiu as multivitaminas, as vitaminas B6, o ácido fólico, assim como o magnésio, o zinco e o cobre.

A análise concluiu que o uso de suplementos chamados dietéticos foi associado a um aumento de 2,4% de mortalidade das pacientes pesquisadas.  A vitamina B6, o ácido fólico, o ferro, o magnésio e o zinco foram associados com um aumento de risco de morte entre 3% e 6%. Já o cobre foi associado com um risco aumentado de 18%.

Fabiano Sandrini, endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, revela que um dos problemas do uso de suplementos é a automedicação. “A maioria das pessoas que acaba fazendo uso destes suplementos é bem nutrida. Para fazer a utilização adequada é imprescindível que se procure um médico e que se façam exames laboratoriais de avaliação dos níveis realmente necessários de suplementos de vitaminas e de minerais. Só assim não se corre riscos”, explica o PhD em Endocrinologia.

O especialista não descarta os benefícios dos suplementos, tais como uma possível melhoria da qualidade de vida. Mas Sandrini cita um artigo de JoAnn Manson, professora de Medicina de Harvard, em que ela revela que nos Estados Unidos aproximadamente 50% dos adultos hoje usam um ou mais suplementos. “Realmente o uso desses suplementos ganhou mundialmente a reputação de tratar deficiências. Mas eles não vão impedir as doenças em geral. Nunca podemos esquecer que esses suplementos não substituem nem adicionam benefícios a comer frutas e vegetais, e que podem causar consequências não desejadas à saúde”, finaliza Sandrini.

Fonte:Imprensa Laboratório Frischmann Aisengart