Brasília – A atividade da construção ficou abaixo do usual em fevereiro ao registrar 49,1 pontos. A queda foi puxada pelas pequenas empresas do setor, cujo indicador assinalou 46 pontos no mês passado. As informações são da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 26 de março. Os indicadores variam de zero a cem pontos e valores acima de 50 sinalizam aumento da atividade, atividade acima do usual e expectativa positiva.
De acordo com a pesquisa, há oito meses consecutivos as empresas de pequeno porte estão com indicador de nível de atividade usual abaixo dos 50 pontos, sinalizando queda em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as empresas de médio e grande portes ficaram praticamente estáveis em relação ao usual para fevereiro. O indicador das médias empresas registrou 49,9 pontos e o das grandes empresas, 49,3 pontos.
O economista da CNI Danilo Garcia explica haver uma tendência de recuperação da atividade do setor, mas as pequenas demoram mais para se recuperar. “Pela própria estrutura, mais enxuta, as pequenas empresas têm mais dificuldades para negociar com fornecedores e dar volume aos seus negócios”, completa.
ESTABILIDADE – Em fevereiro, na comparação com janeiro, a atividade da construção ficou praticamente estável ao assinalar 49,4 pontos. Entre os três setores analisados na Sondagem – construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados –, o de obras de infraestrutura é o único que mostra queda em fevereiro, com 46,7 pontos frente a janeiro. Esse segmento também foi o único que mostrou atividade abaixo do usual em fevereiro ao marcar 46 pontos.
Apesar da fraca atividade nos primeiros meses do ano, o otimismo dos empresários da construção em março continua elevado, com indicadores acima dos 60 pontos. As expectativas para os próximos seis meses em relação ao nível de atividade registraram 61,9 pontos neste mês e para novos empreendimentos e serviços assinalaram 61,1 pontos. Já as perspectivas para compras de insumos e matérias-primas atingiram 62 pontos e sobre o número de empregados marcaram 60,2 pontos, sinalizando que o setor pretende contratar mão de obra nos próximos meses.
Garcia diz que a confiança manifestada pelos empresários na Sondagem indica que o cenário da construção não deve piorar. “É difícil avaliarmos se a atividade do setor vai crescer ou ficar estável, mas o sinal é de que o pior para o setor passou”, avalia.
A Sondagem Indústria da Construção foi realizada entre 1º e 14 de março com 421 empresas, das quais 146 de pequeno porte, 170 médias e 105 grandes.
Leia Sondagem Indústria da Construção: http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF808081314EB36201314F2241737600.htm
Fonte: Agência CNI