Séria ideia bem humorada “Quanto custa um Big Mac”

A revista britânica “The Economist” criou em setembro de mil novecentos e oitenta e seis, a partir de uma idéia bem humorada para um indicador econômico, o índice Big Mac, referindo-se ao sanduiche vendido nas lojas da rede fast food de franqueados McDonald’s, em todo o mundo.

Esse indicador, tenta trazer uma idéia informal do poder de compra entre os trabalhadores médios dos diversos países, relacionados ao valor das suas moedas.

A forma convencional para se estabelecer a comparação entre as taxas de câmbio entre duas moedas é de que elas devem se ajustar ao mesmo custo de uma mesma cesta de bens e serviços.

No caso do índice Big Mac, essa cesta é reduzida ao sanduiche.

Assim, a taxa de câmbio é calculada dividindo-se o preço de um Big Mac de um país pelo preço do mesmo sanduiche em outro que se quer comparar. Esse resultado é confrontado com a taxa de câmbio oficial.

Se esse número é maior que o oficial, então significa que o primeiro país está com a moeda sobrevalorizada.

Este mês foi publicado o valor do sanduiche em alguns países. Feita a comparação com as taxas de câmbio, o resultado foi a exposição de algumas situações já conhecidas.

Para iniciar, o Big Mac nos Estados Unidos custa três dólares e setenta e um centavos e em média quatro dólares e setenta e nove centavos na comunidade européia. O Euro estaria, portanto, com valorização de vinte e nove por cento.

Na China o Big Mac custa dois Dólares e dezoito centavos, o que significa que o Yuam está desvalorizado em cerca de quarenta e um por cento.
Na Argentina, um Dólar e setenta e oito centavos, desvalorização de cinqüenta e dois por cento.

Quando falamos de Brasil, só ficamos atrás da Suíça, em termos de valor de moeda. Um Big Mac aqui custa, na média, cinco Dólares e vinte e cinco centavos, traduzindo uma valorização aproximada de quarenta e dois por cento. Por essa conta a taxa de do Dólar deveria estar hoje em torno de dois Reais e quarenta centavos.

Todos sabem que o índice Big Mac não é um instrumento preciso de medição de valor de moeda, mas alerta para a paridade do poder de compra em um trabalhador brasileiro médio e o seu correspondente suíço, americano, argentino, etc.

O que vemos é que a capacidade de compra de bens e serviços de um brasileiro, hoje, está muito acima do que podemos chamar de índice de desenvolvimento do país. Podemos estar sentados sobre uma bomba relógio!

Fonte: http://volneydomingues.blogspot.com.br