Infectologista dá orientações médicas neste Dia das Mães

Não interessa quantos anos a sua mãe tem, sempre é momento para pensar em prevenção. Um estudo realizado pelo National Business Group on Health recomenda que as mulheres adultas adotem uma série de precauções médicas, como a realização de 18 tipos de exames diferentes e a imunização contra 14 tipos de doenças, ao longo da vida. A quantidade de exames vai depender de cada diagnóstico, mas nos casos em que há fatores de riscos como fumantes e histórico familiar de doenças, a realização deve ser mais frequente. Além disso, as mulheres sofrem muitas variações hormonais conforme a fase da vida e, ainda, precisam se prevenir de doenças como diabetes, colesterol, câncer de mama, entre outras.

Segundo Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, apesar de todas essas exigências, as mulheres ainda prestam mais atenção no quesito saúde do que os homens. “As mulheres procuram mais os médicos e realizam mais exames, pois se preocupam com a prevenção do câncer de mama, o acompanhamento da idade reprodutiva e da menopausa, e os cuidados com doenças coronárias e problemas hormonais”, avalia.

De acordo com o médico, não há idade mínima para começar a fazer exames preventivos. Caso a mulher fume, esteja acima do peso, tenha antecedentes familiares e seja sedentária, a rotina de exames deve ter início a partir dos 30 anos, com acompanhamento médico. Se os resultados estiverem dentro de índices normais, os exames precisam ser repetidos a cada dois anos e, se alterados, semestralmente ou a critério do especialista. Caso não tenha antecedentes ou fatores de risco, os exames devem ser iniciados, no máximo, aos 40 anos de idade e repetidos também a cada ano. “Se a paciente já é portadora de doenças como hipertensão arterial e diabetes, a rotina de exames deve ser mais complexa e definida caso a caso, até de acordo com a medicação utilizada”, acrescenta.

O especialista avalia que as mulheres precisam estar em dia com os exames preventivos, para auxiliar no diagnóstico precoce de determinadas doenças e, além disso, manter hábitos saudáveis de vida. “A melhor forma de prevenção é a avaliação clínica periódica, alimentação balanceada, prática de exercícios e realização de exames. Também com os fatores de risco da vida moderna, a proteção natural fornecida pelos hormônios femininos, como o estrogênio, pode diminuir. Por isso o cuidado deve ser redobrado”, afirma Rocha.

Para a identificação e prevenção de doenças, o médico explica que existem exames importantes de rotina que as mulheres devem realizar, como os ginecológicos. Entre eles estão mamografia, ultrassom pélvico e, eventualmente, o transvaginal, ultrassom de mamas, dosagem de hormônios (de acordo com a idade e do ciclo de vida) e o exame ginecológico propriamente dito, feito no consultório do especialista.

Além desses, as mulheres devem se submeter aos exames laboratoriais. “Entre eles podemos citar: análise completa de urina, fezes e de sangue para verificar índices de lípides (como colesterol e suas frações, triglicérides), glicemia (para diagnóstico de diabetes), contagem de plaquetas, creatinina, uréia e eletrólitos (cálcio, potássio, magnésio e sódio) e radiografia de tórax”, orienta o médico.

Exames indicados para todas as mulheres:
– Devem se preocupar com sua saúde periodicamente, verificando níveis de colesterol, triglicérides, glicemia (para descartar diabetes), atividade cardíaca e DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).
– Consultar periodicamente um ginecologista, uma vez ao ano;
– Conferir sempre a pressão arterial;
– Controlar o peso. A obesidade deve ser combatida, pois aumenta o risco de eventos cardiovasculares e também alguns tipos de câncer;
– Praticar exercícios;
– Não fumar;
– Atualizar a carteirinha de vacinação. A prevenção é sempre melhor que remediar.
– Importante tomar a vacina contra Hepatite B e HPV antes do início da vida sexual

Aos 20 anos:
– Controle de colesterol, triglicérides, glicemia, creatinina e urina;
– Citologia oncótica (papanicolau) e colposcopia anualmente. Dependendo do resultado o ginecologista poderá pedir com mais frequência;
– Ultrassom pélvico ou transvaginal;
– Avaliação de pintas (manchas no corpo);
– Realizar exames para prevenção de doenças hematológicas como anemias, hepáticas e cardíacas;
– Usar camisinha para prevenção de DSTs como HIV, hepatites B e C, HPV, clamídia, gonorréia, sífilis, herpes, cancro mole e donovanose.

Aos 30 anos:
– Além de seguir as dicas anteriores, as mulheres devem procurar um oftalmologista, fazer Us de tiróide e dosagens hormonais (Tsh eT4l).

Aos 40 anos:
– As mulheres a partir desta idade, além dos exames já citados, devem fazer a mamografifa anualmente. As que possuem antecedentes familiares de câncer de mama ou ovário devem fazer a primeira mamografia aos 35 anos. O pico de incidência de câncer de mama é entre 47 e 52 anos. Importante também repetir o ultrassom da tiróide e fazer as dosagens hormonais;
– Exames clínicos devem ser feitos anualmente com dosagem de glicemia, colesterol, triglicérides e verificar a pressão arterial.

Aos 50 anos ou mais anos:
– Manter todos os tópicos acima e investigar neoplastias. Após a menopausa diminui a incidência de câncer de colo uterino, mas aumenta o risco de câncer de ovário e endométrio. O rastreamento pode ser feito pelo ultrassom transvaginal e alguns marcadores tumorais;
– Fazer avaliação cardiológica;
– Dependendo dos antecedentes familiares e dos sintomas o clínico e o ginecologista poderão pedir outros exames. O mais importante é a prevenção, pois muitas doenças são silenciosas, demorando para apresentar os primeiros sintomas.

Fonte: Laboratório Frischmann Aisengart