CNI reafirma compromisso de divulgar esforço da indústria na preservação do meio ambiente

Rio de Janeiro  – A diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mônica Messenberg, reforçou nesta terça-feira, 03.07, em seminário realizado pelo jornal O Globo, no Rio de Janeiro, os compromissos assumidos pelo setor produtivo na Conferência Rio+20, como discutir parâmetros para a sustentabilidade e publicar periodicamente os resultados das ações da indústria na preservação ambiental.

Segundo ela, a inovação é a base para tornar viável o desenvolvimento sustentável. “A Rio+20 tornou mais claro que sustentabilidade e competitividade andam juntas e que tecnologia e inovação são os principais direcionadores de transformação nesse sentido. O empresário moderno sabe que o futuro do seu negócio depende da sustentabilidade e da necessidade de investimento para obter esse resultado”, ressaltou Messenberg.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, rebateu, no seminário, críticas aos resultados da Rio+20 Na sua visão, a Conferência realizada na capital carioca há duas semanas trouxe avanços ao estabelecer uma agenda internacional até 2050. “Podemos, sim, avaliar que foi um sucesso, pois abrimos uma perspectiva de trabalho. O resultado político é relevante, embora não expresse na comunidade a urgência esperada”, defendeu.

Entre os resultados da Rio+20 apontados como positivos por Izabella Teixeira destacam-se a iniciativa em definir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a criação de um Fórum de Alto Nível para debater o tema, a convocação para um novo acordo de clima em 2015 e os compromissos assumidos voluntariamente pelo setor privado. “Não houve nenhum retrocesso. Conseguimos evitar uma revisão do legado de 1992. Foi a maior conferência, com maior participação e diversidade de atores. O tema deixou de estar restrito aos ambientalistas”, sublinhou a ministra do Meio Ambiente.

Alertou, contudo, para a necessidade das discussões se tornarem mais pragmáticas. Para Izabella Teixeira, as políticas voltadas para a sustentabilidade precisam considerar as necessidades econômicas e sociais, bem como seu impacto em cada uma dessas áreas. “Temos de ter uma discussão mais pé no chão sobre que o vamos onerar e desonerar, e onde vamos gerar empregos. Precisamos aprender a discutir custos e logística, além das licenças ambientais”, disse.

Desenhar esse caminho é o grande desafio do desenvolvimento sustentável, avaliou o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix. A Rio+20, na sua opinião, ficou “prisioneira” da crise econômica. “É mais fácil escrever sobre os fundos do que ter um diálogo franco com os países africanos que, com a exploração do petróleo, conseguiram arrancar milhões de pessoas da miséria”, afirmou Arbix.
Na hora de dar praticidade ao conceito de sustentabilidade, o presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável do Rio de Janeiro, Sergio Besserman, defendeu a urgência de ações diante do aquecimento global e de outros problemas ambientais.

“Não adianta achar que a energia eólica e a solar vão substituir o petróleo. Na geração de energia, teremos de discutir todas as formas, como hidrelétrica e nuclear. O legado da Rio+20 ainda será construído”, disse Besserman.

O seminário O Legado da Rio+20 para a Economia Verde e o Desenvolvimento do Rio ocorreu no Teatro Tom Jovem, no Jardim Botânico. O encontro promovido por O Globo teve o apoio da CNI.

Fonte: Agência CNI