Diabetes na adolescência muda rotina de jovens

Endocrinologista comenta os cuidados que devem ser tomados

A adolescência, que começa aos dez anos de idade e acaba aos 19, é um período difícil para o controle do diabetes mellitus. O diabetes do tipo 1, que é dependente da aplicação da insulina, é o tipo mais comum na adolescência.  Segundo Mauro Scharf, endocrinologista do Centro de Diabetes Curitiba (CDC), a orientação é dada para toda a família que convive com o jovem, uma vez que o objetivo é fazer com que ele possa chegar à idade adulta sem nenhuma complicação. “Todos os cuidados acabam mudando a rotina familiar e, muitas vezes, de uma hora para outra. Por isso é importante ter orientações de um especialista sobre as medições de glicemia, aplicação de insulina, regulação da atividade física e da alimentação”, relata.

Além do diabetes do tipo 1, há um aumento também do diabetes do tipo 2 nesta fase da vida. O diabetes do tipo 2 ocorre geralmente pela resistência do corpo à insulina. De acordo com o médico, um dos principais fatores do aumento do diabetes do tipo 2 na adolescência é a decorrência da epidemia mundial da obesidade e da falta de atividade física. “O motivo pelo qual é necessária uma abordagem diferente para estes pacientes é que alguns estudos indicam que os adolescentes possuem um pior controle metabólico do diabetes nesta fase”, afirma.

Scharf explica que esta patologia é uma das doenças crônicas mais comuns na infância e, por isso, os pais devem ficar atentos com os jovens. “Quanto maior o controle e o cuidado, menores as chances de a doença avançar. Um paciente diabético bem controlado cresce bem e tem uma vida saudável. Realiza as tarefas diárias normalmente, pratica esporte, vai à escola e exerce as atividades profissionais com eficiência. Mas, quando não controlado, pode causar consequências graves que influenciarão, dentre outras questões, o próprio crescimento”, completa.

Fonte: Centro de Diabetes Curitiba