Em agosto de 2012, a produção industrial cresceu 1,5% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período crescimento de 2,3%. Em relação a igual mês do ano passado, a indústria apontou queda de 2,0%, décima segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa desde dezembro último (-1,3%). No índice acumulado nos oito meses de 2012, observou-se recuo de 3,4% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 2,9% em agosto de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-5,0%).
Na comparação com igual mês do ano passado, a produção industrial recuou 2,0% em agosto de 2012, com perfil disseminado de taxas negativas, já que a maior parte (16) dos 27 setores pesquisados apontou redução na produção.
O ramo de veículos automotores, que recuou 11,2%, exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionado pela queda na produção de aproximadamente 79% dos produtos investigados no setor, com destaque para a menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques, motores diesel para caminhões e ônibus, autopeças e chassis com motor para caminhões e ônibus. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores demáquinas e equipamentos (-6,6%), edição, impressão e reprodução de gravações (-11,5%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-12,6%), metalurgia básica (-5,5%) e alimentos (-2,1%).
Por outro lado, ainda na comparação com agosto de 2011, entre os 11 setores que ampliaram a produção, os principais impactos foram observados em outros produtos químicos (8,9%), refino de petróleo e produção de álcool (7,1%), outros equipamentos de transportes(7,2%), farmacêutica (4,6%) e bebidas (4,7%), impulsionados em grande parte pelos itens herbicidas e inseticidas para uso na agricultura, no primeiro ramo; gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, no segundo; aviões, no terceiro; medicamentos, no quarto; e preparações em xarope para elaboração de bebidas, cervejas e chope no último.
Entre as categorias de uso, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de capital (-13,0%) assinalou a redução mais elevada em agosto de 2012, influenciado pelos resultados negativos na maior parte dos seus subsetores, com destaque para o recuo de 13,1% registrado por bens de capital para equipamentos de transporte, ainda bastante pressionado pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques e chassis com motor para caminhões e ônibus. Vale citar ainda as taxas negativas verificadas em bens de capital para uso misto (-9,9%), para construção (-39,0%), fins industriais (-9,3%) e para energia elétrica (-5,0%), enquanto o subsetor de bens de capital agrícola, com variação de 0,4% em agosto de 2012, apontou o único resultado positivo nessa categoria de uso no índice mensal.
Ainda na comparação com agosto de 2011, os segmentos de bens intermediários (-0,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis(-0,3%) também apontaram taxas negativas, mas bem menos acentuadas que a da média da indústria (-2,0%). No primeiro setor, o resultado negativo foi pressionado em grande parte pelos recuos na produção dos produtos associados às atividades de veículos automotores (-15,0%), metalurgia básica (-5,5%), alimentos (-3,0%), têxtil (-3,4%), indústrias extrativas (-1,2%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), enquanto as influências positivas foram registradas por outros produtos químicos (9,0%), refino de petróleo e produção de álcool (5,5%), borracha e plástico (1,6%), produtos de metal (1,3%) e minerais não metálicos (0,1%).
Já a redução na produção da indústria de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) foi influenciada em grande parte pelos resultados negativos vindos dos grupamentos de semiduráveis (-7,1%), outros não duráveis (-1,3%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,6%), pressionados principalmente pelos recuos na produção de cds e tênis de couro, no primeiro subsetor; livros, cigarros, medicamentos e revistas, no segundo; e de sucos concentrados de laranja e carnes e miudezas de aves congeladas, no último. Por outro lado, o subsetor de carburantes (9,6%) apontou o impacto positivo nessa categoria de uso, impulsionado, pela maior fabricação de gasolina automotiva e de álcool.
A produção de bens de consumo duráveis (0,1%) foi a única que ficou positiva em agosto de 2012 no confronto com igual mês do ano anterior, e interrompeu 11 meses seguidos de taxas negativas nesse tipo de comparação, sendo particularmente influenciada pela maior fabricação de automóveis (6,5%), eletrodomésticos da “linha branca” (14,6%) e de artigos do mobiliário (10,0%). Nessa categoria de uso, os principais impactos negativos vieram da menor produção de motocicletas (-18,0%), telefones celulares (-22,5%) eeletrodomésticos da “linha marrom” (-1,7%).
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfbr/.
Fonte: Comunicação Social IBGE