Cidades paraenses já contam com a banda larga popular

Ação faz parte do plano de acesso à internet de melhor qualidade e alta velocidade, a um baixo custo, em toda região Norte

Os moradores das cidades de Belém e Marabá, no estado do Pará, já podem contar com a internet de alta velocidade (1 mega) a preços que variam de R$ 29,90 a R$ 35, instituídos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A ativação do link da rede nacional de fibra óptica de telecomunicações que passa pela região foi feita pela Telecomunicações Brasileiras – S.A (Telebras).

Programa Nacional de Banda Larga tem o objetivo de expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações

A ação faz parte do projeto de ampliação da banda larga no Norte do País, que visa implementar o PNBL, contribuindo para a massificação do acesso à internet de melhor qualidade e alta velocidade a um baixo custo em toda região, além de integrar as redes de telecomunicações federal e estadual.

Para alcançar as metas do programa, ações como a assinatura de termos de cooperação técnica com a Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa), em março deste ano; com o Governo do Estado do Amapá, em junho; e com o Governo do Estado de Rondônia, em agosto, foram realizadas pela Telebras.

Também foi assinado pela estatal, no último dia 10, um memorando de entendimento para utilizar um par de fibras ópticas de 2.200 km da empresa de telefonia Tim – no trecho entre Tucuruí e Macapá, no Amapá; e Manaus, no Amazonas -, o que irá possibilitar que a capital do Amazonas tenha infraestrutura de telecomunicações necessária para a realização da Copa do Mundo de 2014.

Programa Nacional de Banda Larga

O Programa Nacional de Banda Larga foi criado em de maio de 2010, com o objetivo de expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade.

A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014, à velocidade de no mínimo 1 Mbps.

Banda larga popular

O programa de Banda Larga Popular faz parte do conjunto de ações do PNBL. Entre as medidas, o plano inclui também redução de impostos, incentivos para construção de infraestrutura de Telecom, modernização da legislação e construção de um satélite geoestacionário, entre outras.

Uma das ações do PNBL é a reativação da Telebras – empresa estatal que vende capacidade a pequenos e médios provedores. Com isso, o Ministério das Comunicações terá mais chances de levar internet aos lugares mais distantes do País.

Com a expansão da cobertura do serviço, é possível aumentar a velocidade da internet e ter redução do preço no serviço ofertado. O plano visa, ainda, criar oportunidades, acelerar o desenvolvimento econômico e social, promover a inclusão digital, reduzir as desigualdades social e regional, promover a geração de emprego e renda, ampliar os serviços de governo eletrônico e facilitar aos cidadãos o uso dos serviços do Estado, promover a capacitação da população para o uso das tecnologias de informação e aumentar a autonomia tecnológica e a competitividade brasileiras.

Medição da banda larga

Para medir a qualidade do serviço de banda larga do País, serão selecionados usuários de banda larga fixa. Os assinantes receberão gratuitamente um medidor de parâmetros de qualidade da internet e os primeiros resultados devem ser divulgados em dezembro deste ano.

A pesquisa será realizada pela Anatel e pelo Ministério das Comunicações. Os resultados permitirão à agência conhecer com maior precisão a qualidade do serviço em todo o País e adotar as medidas necessárias para promover a melhoria.

Para a medição, o projeto abrangerá os usuários das prestadoras do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), que hoje conta com 19 milhões de acessos.

De acordo com o Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia, a medição será operacionalizada por uma Entidade Aferidora da Qualidade (EAQ), que deve ser autônoma e garantir aferição com transparência e imparcialidade.

Além de colaborar para a aferição da qualidade da banda larga, cada voluntário receberá relatório mensal com dados relativos à qualidade do serviço em sua residência ou empresa. Os selecionados não terão custos para a instalação dos equipamentos e também não serão remunerados.

Foto: Herivelto Batista/Ministério das Comunicações

Fonte: Ministério das Comunicações/ Portal Brasil