Entre as categorias de uso, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de capital (-14,1%) assinalou a redução mais elevada em setembro de 2012, influenciado pelos resultados negativos em todos os seus subsetores, com destaque para o recuo de 9,0% registrado por bens de capital para equipamentos de transporte, ainda bastante pressionado pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semi-reboques e chassis com motor para caminhões e ônibus. Vale citar, ainda, as taxas negativas verificadas em bens de capital para uso misto (-20,2%), para construção (-39,2%), para fins industriais (-9,3%), para energia elétrica (-10,3%) e agrícola (-6,0%).
Ainda na comparação com setembro de 2011, os segmentos de bens intermediários (-3,0%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-2,2%) também apontaram taxas negativas, mas menos acentuadas que a da média da indústria (-3,8%). No primeiro setor, o resultado negativo foi pressionado em grande parte pelos recuos na produção dos produtos associados às atividades de alimentos (-15,1%), veículos automotores (-14,9%), metalurgia básica (-5,7%), indústrias extrativas (-4,1%), minerais não metálicos (-4,0%), outros produtos químicos (-2,1%), têxtil (-5,9%) e celulose, papel e produtos de papel (-0,2%), enquanto as influências positivas foram registradas por refino de petróleo e produção de álcool (9,5%), produtos de metal (3,3%) e borracha e plástico (0,6%). Ainda nessa categoria de uso, vale citar, também, os resultados vindos dos grupamentos de insumos para construção civil (-3,2%), revertendo dois meses consecutivos de resultados positivos, e de embalagens (0,7%), que mostrou ligeiro ganho de ritmo frente ao índice de agosto último (0,3%). A redução na produção da indústria de bens de consumo semi e não duráveis (-2,2%) foi influenciada em grande parte pelos resultados negativos vindos dos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-4,9%) e de semiduráveis (-9,4%), pressionados principalmente pelos recuos na produção de sucos concentrados de laranja, produtos embutidos de carne de suínos, carnes de bovinos refrigeradas e carnes e miudezas de aves congeladas, no primeiro subsetor, e de calçados de couro feminino, CDS e calças compridas feminina, no segundo. Por outro lado, os subsetores de outros não duráveis (1,7%) e de carburantes (1,5%) apontaram os impactos positivos nessa categoria de uso, impulsionados, pela maior fabricação de medicamentos e de gasolina automotiva, respectivamente.
A produção de bens de consumo duráveis (2,9%) foi a única que ficou positiva entre as categorias de uso, em setembro de 2012 no confronto com igual mês do ano anterior. Vale destacar que esse foi o segundo resultado positivo consecutivo após onze meses seguidos de taxas negativas nesse tipo de comparação. Na formação do índice desse mês, o segmento foi particularmente influenciado pela maior fabricação de automóveis (17,7%) e de eletrodomésticos da “linha branca” (8,6%). Nessa categoria de uso, os principais impactos negativos vieram da menor produção de motocicletas (-29,5%), telefones celulares (-10,2%), eletrodomésticos da “linha marrom” (-16,5%) e de artigos do mobiliário (-1,1%).
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfbr/default.shtm.
Fonte: Comunicação Social IBGE