Italianos estudam investir em painéis fotovoltaicos no PR

Empresários italianos, representantes da empresa Cellini, estão interessados em montar uma linha de montagem de painéis fotovoltaicos no Paraná. Eles participaram terça-feira (04) de um workshop sobre programa de governo Smart Energy Paraná, que pretende estimular a introdução de novas tecnologias em redes inteligentes e produção de energia renovável. Foto: Silvane Trevisan.

Empresários italianos, representantes da empresa Cellini, estão interessados em montar uma linha de montagem de painéis fotovoltaicos no Paraná. Eles participaram terça-feira (04) de um workshop sobre programa de governo Smart Energy Paraná, que pretende estimular a introdução de novas tecnologias em redes inteligentes e produção de energia renovável.O 1º Workshop Smart Energy Paraná discutiu as principais tendências tecnológicas sobre smart grid energy (redes inteligentes de energia) e foi promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e Paraná Metrologia. Aconteceu na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) reunindo especialistas, empresários e representantes do governo.

INVESTIMENTO

A Cellini é uma empresa criada em 1978 que atua em forma de cooperativa e produz atualmente energia suficiente para suprir 6 mil residências italianas. Os representantes da Cellini, Filippo Meucci e Stefano Ciacci, vieram para Curitiba participar de reunião na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e depois seguiram para encontro com o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) Júlio Felix, responsável por secretariar o programa Smart Energy Paraná.

PROGRAMA

Na audiência no Tecpar, Felix explicou aos italianos que o instituto foi encarregado pelo governo de secretariar o programa Smart Energy Paraná e vai servir como uma plataforma para teste e homologação de novas tecnologias verdes.Segundo Felix, uma das primeiras iniciativas será a colocação de telhas fotovoltaicas em um dos prédios do instituto. Ele também informou que está assinado um acordo com a Embaixada da Itália no Brasil para cooperação em energias renováveis. “Estamos recebendo alguns equipamentos de empresas italianas para serem testados aqui no Tecpar, disse. “Nós precisamos desenvolver novas formas de produção, necessariamente de energias renováveis. Existem dois desafios, alguns ajustes necessários na legislação e o custo”, disse Felix, acrescentando que está cada vez mais difícil a concessão de licenças ambientais para a construção de grandes hidrelétricas.

Felix disse que é um momento oportuno ao investimento. “O governo fará o que for possível para a empresa se instalar no Paraná e a função do Tecpar é justamente essa. Atuar como mobilizador e facilitador de empresas do segmento, sejam nacionais ou estrangeiras, interessadas em investir no estado. O Programa Smart Energy está aberto para facilitar esse trabalho com informações e dados que possam ajudar na tomada de decisão”, disse.

O empresário Filippo Meucci disse que o Paraná tem a felicidade de ter uma instituição como o Tecpar, que faz a ponte entre o poder público e a iniciativa privada em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

WORKSHOP 

A padronização das redes inteligentes e sua harmonia com os sistemas de telecomunicações é um dos grandes desafios na avaliação dos palestrantes do 1º Workshop Smart Energy Paraná. Para Júlio Felix, a Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o foro adequado para a sociedade apresentar a demanda e elaborar os padrões.Segundo ele, existem 42 empresas instaladas no país desenvolvendo e criando produtos inovadores para redes elétricas. “Encontros como esse tem que acontecer em todo o Brasil, mas o Paraná está dando um salto para desenvolver as questões tecnológicas e de inovação para este mercado”, concluiu.

Fonte: ANPr