Supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo respondem por 44,6% resultado anual do comércio varejista

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2012 de 8,4% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por 44,6% da taxa anual do varejo, sendo este o principal impacto no resultado anual do comércio varejista. A despeito da elevação dos preços, a atividade obteve desempenho acumulado no ano equivalente ao do comércio como um todo. Este comportamento reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população decorrente da elevação da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego).

Com aumento de 12,3% em relação ao ano anterior, a atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto (26,6%) da taxa anual do varejo. Tal desempenho foi decorrente da manutenção do crescimento do emprego, do rendimento e da disponibilidade de crédito; bem como da redução dos preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos, estimulado pela redução do IPI decretada pelo governo desde dezembro de 2011 para a linha branca e, a partir de março, para móveis.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu, em 2012, o terceiro maior impacto no resultado anual do comércio varejista, sendo responsável por 9,4% da magnitude da taxa global, ao registrar variação no volume de vendas de 9,4% em 2012, comparado com o ano de 2011. Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., esta atividade teve seu desempenho também influenciado pela evolução positiva da massa de salários e pelo crédito.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou crescimento de 10,2%, em relação ao ano anterior, exerceu a quarta maior contribuição à taxa anual do comércio varejista. A estabilidade do emprego, expansão da massa de salários e disponibilidade do crédito, como dito anteriormente, somado ao caráter de uso essencial e permanente de seus produtos, são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

A quinta maior contribuição à taxa global foi da atividade de Combustíveis e lubrificantes, que apresentou resultado positivo no volume de vendas, ao registrar variação acumulada de 6,8% em 2012, com relação ao ano anterior. Esse desempenho se deve à redução de preços (-0,7% do subitem combustíveis versus variação de 5,8% do índice geral – IPCA), assim como ao crescimento da frota de veículos.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/comercio/pmc/

Fonte: Comunicação Social IBGE
19 de fevereiro de 2013