Perspectivas para o Brasil

Economista José Pio Martins analisa o "Cenário Brasil" em discussão sobre as perspectivas para o crescimento do Brasil. Crédito: Eneas Gomez - CNC

Economista José Pio Martins analisa o “Cenário Brasil” em discussão sobre as perspectivas para o crescimento do Brasil. Crédito: Eneas Gomez – CNC

O economista José Pio Martins, reitor da universidade Positivo de Curitiba comentou o Cenário Brasil em palestra sobre as “Perspectivas para o Brasil na Próxima Década”, coordenada por Ari Bittencourt, do Sindilojas Curitiba, no dia 17 de maio, durante o 29º ENSP.

O objetivo da primeira plenária do dia era situar o empresariado quanto ao atual cenário macroeconômico do Brasil perante o mundo e informar as principais perspectivas de crescimento econômico e social do País, para, a partir daí, prover ao empresário do comércio possibilidades de análise do seu próprio negócio no contexto econômico nacional e internacional.

Segundo o economista, a análise serve para que a empresa tenha longevidade e evolua observando o crescimento do País. Para tanto, o economista palestrante citou como principais estratégias que sejam, a priori, traçados objetivos, metas e ações a serem efetuados pelas empresas. “A diferença é a forma de organizar, mobilizar, coordenar os recursos humanos e financeiros”, explicou José Martins.

Para o palestrante, é importante entender a economia nacional, porque “no interior da empresa estão os custos e as receitas estão no lado externo. Não importa a empresa ser competitiva da porta da empresa para dentro, se o País não for competitivo da porta da fábrica para fora”.

José fez um balanço do desempenho do Brasil, baseado em fundamentos macroeconômicos (renda per capta; balanço fiscal; dívida pública e dívida externa; taxa de juros, de inflação de câmbio; e desemprego).

Ele apresentou como características desejadas pelos investidores internacionais: estado de direito; liberdade economia; regras claras e estáveis; simplificação das relações de trabalho/ capital; estabilidade da moeda; boa gestão de contas públicas; carga tributária simples e moderada; e justiça eficaz.

O Custo Brasil

Martins também alertou sobre problemas hoje enfrentados pelo País que influenciam seu crescimento, deles é chamado “Custo Brasil”, como, por exemplo, a infraestrutura física: aeroportos, transporte, portos, armazenagem, energia. “O Brasil vive uma “boate Kiss” econômica”, porque cresceu, a economia está produzindo mais, só que temos apenas duas portas de saída para o exterior, os portos e aeroportos”, afirmou o economista.

Outros tipos de “Custo Brasil” seriam a carga tributaria; taxa de juros; taxa de cambio, além do custo judicial e custo de obediência.

Planejamento de mercado

Como importante norteador para as projeções das empresas, José Martins apontou as projeções econômicas. “Se você quer planejar o seu mercado para os próximos 10 anos é preciso tomar conhecimento das projeções de crescimento do PIB do País (com previsão de 4,5% em 2022); da taxa de investimento externo (24% – 2022), taxa de poupança (23% – 2022), inflação (3% – 2022); taxa de juros (previsão de 9% em 2014); taxa de cambio (2,10 – 2014); dívida pública – R$ trilhões (2,1 – 2014); balanço fiscal – % PIB (3% – 2014); e a proporção de pobres (em 2012 registrou 20%, em 2022 deve ser 2%)”, finalizou.

Fonte: Ascom/CNC