Comércio tem queda no rendimento, segundo PME

Crédito: Ascom/CNC

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No comércio, tanto o emprego quanto a renda tiveram evolução inferior às das demais atividades, como demonstra a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada hoje (20/06) pelo IBGE. No mês de maio, as performances do emprego na atividade comercial foram baixas em São Paulo (-4,4%) e no Rio de Janeiro (-0,3%), influenciando a variação do nível de ocupação do setor, que teve um recuo de 1,0% em comparação com abril – essa foi a primeira queda desde fevereiro. Pela primeira vez em 11 meses, o rendimento médio na atividade comercial (R$ 1.451,00) registrou queda real (-1,0%) entre maio de 2013 e o mesmo mês do ano passado.

O economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Fábio Bentes acredita que a situação está pior que a média dos outros setores. “Estamos tendo uma queda de rendimento de 1%, enquanto o rendimento médio real das pessoas ocupadas subiu 1,4% no comparativo anual. No emprego, tivemos queda em maio, o que não ocorre com as demais atividades”, afirma. Nos últimos 12 meses, a ocupação no comércio ainda registra avanço de 1,1% e taxa de desemprego abaixo da média (3,7%).

Entre os dados gerais apresentados pela PME, o economista da CNC chama a atenção para a manutenção no nível de desemprego. “Pela primeira vez desde dezembro de 2009 não houve queda na taxa de desocupação, e essa estabilidade não é favorável à economia”, afirma Bentes. A taxa de desemprego ficou em 5,8% da População Economicamente Ativa (PEA) nas seis principais regiões metropolitanas do País em maio, segundo a PME, apresentando estabilidade tanto na comparação mensal quanto na anual. Apesar da estabilidade no nível de ocupação (+0,1% em relação a maio de 2012), houve crescimento no contingente de trabalhadores empregados na agropecuária (+8,1%) e nos serviços de administração pública e sociais, como saúde e educação (+4,6%).

Diante das variações mensais nos níveis de ocupação e de rendimentos, a massa de rendimentos cresceu 0,2% no mês, acumulando, nos últimos 12 meses, variação positiva 1,5%. “Para 2013, as expectativas de expansão de 2,5% do PIB e inflação de 6,0% deverão viabilizar uma alta de 2,3% na massa de rendimentos (em 2012 houve alta de 6,5%) e taxa média de desemprego na casa dos 5,3%”, prevê o economista da CNC.

Confira abaixo a nota completa da Divisão Econômica da CNC.

  • Nota da Divisão Econômica da CNC sobre PME_2013 | Download

Fonte: Ascom/CNC