
Mesa do evento com Thadeu de Freitas, Roberto Fregonese, Paulo Miranda e Gil Siuffo. Crédito: Cláudio Ferreira
O faturamento com a venda de combustíveis no Brasil, em 2012, registrou alta de 10% em relação ao ano anterior, alcançando um total de R$ 244,4 bilhões e ampliando a participação do segmento para 5,55% do PIB. Os dados foram apresentados pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), em 12 de julho, durante o lançamento do Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2013, realizado na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro. O Relatório mostra o comportamento do segmento de combustíveis, sob a perspectiva dos postos de serviços, trazendo uma análise do mercado em 2012 e previsões para os próximos anos. A publicação apresenta um capítulo para cada segmento com diagnósticos do setor, como gasolina, etanol, diesel, biodiesel, GNV, GLP e lubrificantes, além de tratar temas referentes à legislação e à sustentabilidade.
Em 2012 o grande desafio do setor foi garantir o abastecimento nos postos de todo o País, já que a infraestrutura nacional não conseguiu acompanhar o ritmo do consumo. “Se por um lado, o crescimento da renda e do nível de emprego permitiu que os brasileiros comprassem mais carros e, por tabela, consumissem mais combustíveis, por outro, a falta de infraestrutura do País e a chegada de novas tecnologias impõem desafios constantes aos postos”, afirmou o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares. O relatório faz uma leitura do atual cenário nacional, buscando sinalizar oportunidades de mercado para os empresários do setor. Paulo Miranda cita a lei do Descanso para os caminhoneiros (lei 12.269/12) como uma mudança que pode gerar negócios, com “a construção de estacionamentos como negócios independentes dos postos, gerando receitas extras”, afirma.
No lançamento do Relatório, que está em sua quinta edição, a Fecombustíveis promoveu um debate sobre as perspectivas para o mercado de combustíveis no país para discutir os cenários para o abastecimento nacional, após a recente escalada nos preços do etanol e abordando o impacto da chegada do diesel de baixo teor de enxofre e as expectativas para o mercado de GLP nacional. O evento contou com a participação do chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, que fez uma análise da economia mundial e as expectativas para o País. Participaram ainda do lançamento o vice-presidente financeiro da CNC, Luiz Gil Siuffo, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, o coordenador da Superintendência de Abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Luiz Fernando Coelho; o diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), Antônio de Pádua Rodrigues, o diretor-executivo da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Júlio Minelli e o vice-presidente da Fecombustíveis, Roberto Fregonese, entre outros representantes do governo e demais agentes do mercado.
Fonte: Agência CNC