O sudoeste do Paraná tem uma empresa selecionada no edital do Startup Brasil. A Executive, de Francisco Beltrão, empresa de base tecnológica, 100% focada em investimentos realizados por ‘robôs’ que identificam oportunidades de negócio, foi uma das 45 empresas nascentes selecionadas nacionalmente.
A empresa vai receber recursos, via bolsa do Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e ainda ter acesso a uma das nove aceleradoras credenciadas para investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O Startup Brasil é um programa do governo federal, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para apoiar as empresas nascentes de base tecnológica, asstartups, e sua ligação a aceleradoras. O Startup Brasil integra o TI Maior, Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, que, por sua vez, é uma das ações da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), que elege as tecnologias da informação e comunicação, as chamadas TIC, entre os programas prioritários para impulsionar a economia brasileira.
A empresa selecionada oferta ferramentas e suporte para investidores interessados na bolsa de valores. Através de ‘robôs’ investidores,softwares especializados capazes de analisar o mercado financeiro, decidir e investir de forma automática, a Executive disponibiliza soluções que atendem as mudanças nas formas de fazer negócios, cada vez mais atreladas à tecnologia.
“A bolsa de valores tem passado por um processo tecnológico muito apurado. Está cada vez mais complexa, rápida e difícil para pessoas que não dominam a área acessa-la. Com essa ferramenta, criamos uma ponte para que pessoas leigas, não profissionais em investimentos, possam explorar a bolsa e suas oportunidades de ganho”, explica o CEO da Executive, Rufo André Paganini.
A partir de R$ 2,00 por dia, qualquer pessoa pode entrar no mercado financeiro utilizando os ‘robôs’ da empresa, que operam com estratégias desenvolvidas por especialistas de mercado, sem a influência de emoções ou erros operacionais.
“Propomos um modelo diferenciado onde cada cliente pode utilizar o ‘robô’ quando e como quiser. O cliente é livre para investir quanto quiser, sem contrato de fidelidade. Utiliza o ‘robô’, desativa e paga pelos dias utilizados apenas”, explica Rufo.
Sobre a seleção no Startup Brasil, onde a empresa conquistou recursos na ordem de R$ 200 mil para desenvolvimento e expansão no negócio, Rufo detalha que o foco dos investimentos será em pessoas. “O capital humano é o ‘coração’ da empresa que passa a receber o reforço de mestres e especialistas na área tecnológica e mercado de capitais. Somos uma empresa do sudoeste do Paraná que buscou se inserir no ecossistema empreendedor nacional e percebemos que é sim possível e viável buscar investimentos com trabalho e inovação”, comenta.
Para o consultor do Sebrae/PR, César Colini, o fato de a empresa ter sido criada no Sudoeste demonstra que a região tem potencial empreendedor para viabilizar novos negócios de base tecnológica. “Startup é um modelo que surgiu no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e que hoje está sendo trabalhado no sudoeste do Paraná. Temos uma empresa daqui, selecionada entre muitas no Brasil para receber recursos e se desenvolver. Isso deve servir de incentivo para outros jovens empreendedores buscarem seu espaço nesse ambiente de inovação presente também em nossa região”, completa Colini.
Fonte: Sebrae/PR