* Marcus Zulian Teixeira
Seguindo a mesma lógica aristotélica dedutiva (modus tollens) empregada por Samuel Hahnemann para embasar cientificamente o mecanismo de ação dos medicamentos homeopáticos em sua época, desde 1998 vimos fundamentando o princípio de cura homeopático (ação secundária ou reação vital do organismo) perante a farmacologia moderna através do estudo sistemático do “efeito rebote” dos fármacos modernos, descrevendo-o em dezenas de publicações científicas.
Ampliando esta linha de pesquisa, acaba de ser publicada na recente edição da Revista da Associação Médica Brasileira (RAMB), um dos mais importantes periódicos científicos médicos brasileiros, uma ampla revisão atualizada sobre o efeito rebote dos fármacos modernos (“Efeito rebote dos fármacos modernos: evento adverso grave desconhecido pelos profissionais da saúde”), fundamentando o princípio da similitude terapêutica perante a classe médica brasileira e alertando os profissionais da saúde sobre os aspectos clínicos e epidemiológicos deste possível “grave evento adverso”, desprezado no ensino da fisiologia e da farmacologia modernas:http://www.sciencedirect.com/science/journal/01044230
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0104423013001759
Apoiado no aforismo hipocrático primum non nocere, o princípio bioético da “não maleficência” roga que o ato médico cause o menor dano ou agravo à saúde do paciente, incumbindo ao médico avaliar os riscos de determinada terapêutica por meio do conhecimento dos possíveis eventos adversos das drogas. Dentre esses, o “efeito rebote” representa um evento adverso comum a inúmeras classes de fármacos modernos, podendo causar transtornos graves e fatais nos pacientes.
Sintetizando os resultados, o efeito rebote ocorre após a descontinuação de inúmeras classes de fármacos com ação contrária (enantiopática, paliativa ou antipática) aos distúrbios da doença, exacerbando-os a níveis superiores aos anteriores do tratamento. Independente da doença, da droga e da duração do tratamento, o fenômeno se manifesta numa pequena proporção de indivíduos suscetíveis. No entanto, pode causar eventos adversos graves e fatais, devendo ser considerado um problema de saúde pública em vista do enorme consumo de fármacos pela população.
Reunindo um corpo de evidências crescente e inquestionável, o médico precisa ter conhecimento das consequências do efeito rebote e de como minimizá-lo, aumentando a segurança no manejo das drogas modernas. Por outro lado, o efeito rebote das diversas classes de fármacos modernos fundamenta o principio de cura homeopático e pode ser utilizado de forma curativa, ampliando o espectro da terapêutica moderna (www.novosmedicamentoshomeopaticos.com).