Boletim Cultural da Associação Paranaense de Imprensa

Sob coordenação da Diretoria de Assuntos Culturais, reunimos informações de interesse geral sobre a imprensa, que passaremos a remeter semanalmente aos membros da API.

GRUPO DIVIDIDO

O grupo de mídia “Clarin”, sediado na Argentina, vai dividir suas operações de audiovisual, que compreendem TV aberta, TV a cabo, estações de rádio e operadora de internet. O plano atende à lei de comunicação audiovisual adotado pelo governo Kirchner e foi aprovado pela agencia reguladora local – num processo visto como avanço governamental sobre a independência da imprensa argentina. Na semana a Justiça determinou que o governo adote critérios técnicos (de audiência e circulação) para distribuir sua publicidade – esta, uma vitória da imprensa.

VENEZUELA PIOR

Na Venezuela o controle do governo Maduro sobre a liberdade de expressão ainda é mais rigoroso: a restrição à importação de papel de imprensa (que o país não produz) torna os jornais dependentes da boa vontade oficial, sendo atendidos preferencialmente aqueles veículos alinhados à propaganda de Caracas. Também, os canais de TV independentes foram cassados e, mesmo uma televisão colombiana que transmitia os protestos populares teve seu sinal bloqueado; para se informar o público agora dispõe apenas de acesso precário aos sites da internet.

HOMICIDAS DENUNCIADOS

No Brasil foram denunciados os autores do homicídio que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade, durante evento público que foi tumultuado por grupos radicais. A promotora do caso assinalou que ao dispararem um artefato explosivo – rojão de alta potência – em direção ao público reunido, atingindo mortalmente o profissional da mídia, os autores do delito corromperam a democracia, afetando a liberdade de manifestação do pensamento por parte daqueles que protestavam pacificamente.

Agora resta apurar a responsabilidade de grupamentos radicais, mesmo partidos políticos, que financiaram a atividade dos delinquentes presos.

SEM EXCESSOS

Nesse “imbróglio” é preciso, doutro lado, que as autoridades encarregadas da manutenção da ordem pública orientem seus agentes para agirem sem excessos, dentro da lei. Na mesma manifestação de 6 de fevereiro em que ocorreu a morte de Santiago um correspondente alemão foi vitimado por agressões de policiais militares – segundo denunciou a Embaixada da Alemanha. O jornalista Philipp Barth sofreu golpes de cassetete na barriga e nas costas – mesmo estando identificado com a jaqueta própria de repórteres em campo. É preciso cuidado, senão os jornalistas terão que se vestir com a proteção densa dos “correspondentes de guerra”.

ALEMANHA APROVA

A propósito da Alemanha, o governo da chanceler Ângela Merkel se manifestou a favor da proposta brasileira de internacionalização da internet. Pelo projeto a governança da rede mundial de informações virtuais será confiada a um comitê formado por delegados dos países usuários (à semelhança de outros organismos multilaterais como a União Postal, a Unesco e similares). Os Estados Unidos, que detêm atualmente a sede da instituição gestora da rede – a ICANN – vêem o tema com reservas.

Rafael de Lala – Presidente

Hélio Freitas Puglielli – Diretor de Assuntos Culturais.

Fonte: Associação Paranaense de Imprensa